Economia

Como cortar gastos em casa e usar a economia para pagar dívidas

Como cortar gastos em casa e usar a economia para pagar dívidas
Sumário
  1. 1. Comece a acompanhar seus hábitos de consumo
  2. 2. Monte um orçamento
  3. 3. Reavalie suas assinaturas
  4. 4. Reduza as contas de luz, água e gás
  5. Energia elétrica
  6. Água
  7. Gás e outros serviços da casa
  8. 5. Diminua o custo com moradia
  9. 6. Reúna as dívidas e reduza os juros
  10. Empréstimo para quitar dívidas
  11. Renegociação com os credores
  12. 7. Reveja o valor dos seguros
  13. 8. Coma em casa e aproveite melhor os alimentos
  14. 9. Vá às compras com uma lista
  15. 10. Congele o cartão de crédito
  16. 11. Use apenas dinheiro
  17. 12. Quite as dívidas em aberto
  18. Por onde começar?

O endividamento faz parte da rotina de muitas famílias. Cartão de crédito, empréstimos, financiamentos e contas atrasadas vão se acumulando e, quando a gente percebe, uma boa parte da renda já está comprometida antes mesmo de o mês começar.

Nessa situação, a dívida pode parecer uma montanha impossível de escalar. Mas ela pode, sim, voltar a um tamanho administrável. O caminho mais simples é cortar despesas e usar o dinheiro que sobra para pagar o que se deve. Só que esse também é o caminho mais difícil.

Muita gente resiste a cortar gastos porque acha que vai ser sofrido demais: abrir mão de coisas que consideramos normais e até indispensáveis no dia a dia assusta. Por outro lado, viver endividado acabou sendo visto como algo comum, quando não deveria ser. Por isso, o esforço para gastar menos precisa vir acompanhado de uma mudança de mentalidade. Cortar despesas para quitar dívidas não deve ser encarado como sacrifício, e sim como uma forma necessária de retomar o controle sobre o próprio dinheiro.

E economizar não significa necessariamente perder qualidade de vida. Muitos hábitos e descuidos domésticos fazem a gente gastar sem necessidade e sem perceber. Prestar atenção a esses detalhes já faz diferença nas contas do mês, esteja o orçamento apertado ou não. Veja as dicas para reduzir os gastos e liberar dinheiro para pagar o que você deve.

1. Comece a acompanhar seus hábitos de consumo

O primeiro passo para gastar menos é descobrir para onde o dinheiro está indo. Anotar todos os gastos por 30 ou 60 dias costuma trazer surpresas. Quem diria que o cafezinho na padaria, os lanches pedidos por aplicativo ou aquelas compras on-line de fim de noite pesariam tanto no orçamento? Essa descoberta é justamente o que mostra onde é preciso fazer ajustes daqui para a frente.

O jeito tradicional é anotar cada despesa no momento em que ela acontece, um trabalho chato que faz muita gente desistir no meio do caminho. A boa notícia é que a tecnologia pode fazer boa parte dessas anotações por você. Se você paga quase tudo com cartão de débito, cartão de crédito ou Pix, comece pelos extratos e pelas faturas. Muitos bancos e aplicativos de controle financeiro já mostram gráficos com as categorias de gastos. Se você usa dinheiro vivo, peça sempre o comprovante ou anote o gasto na hora.

Depois, analise cada gasto e separe o que é realmente necessário daquilo que é apenas vontade. Uma forma de visualizar melhor é imprimir o extrato e usar marcadores de cores diferentes para cada tipo de despesa. Outra é listar os gastos em duas colunas: Necessidades e Desejos.

2. Monte um orçamento

Fazer um orçamento não precisa ser complicado: ele nada mais é do que um plano para o destino do seu dinheiro. Complicar demais, aliás, é um dos erros mais comuns. Em vez de listar item por item, divida os gastos em três grandes grupos: necessidades, desejos e objetivos. Assim fica mais fácil acompanhar e ajustar o total de cada categoria quando for preciso.

Os passos básicos são:

  1. Calcule quanto você ganha por mês.
  2. Liste as contas fixas mensais: aluguel ou prestação da casa, luz, água, gás, internet, parcela do carro, seguros etc.
  3. Identifique as necessidades variáveis: alimentação, combustível, remédios, consultas etc.
  4. O que sobra é o dinheiro de uso livre. Defina quanto dele vai para a reserva de emergência e quanto será destinado a pagar a dívida do cartão de crédito.

Reserve todo mês uma parte do dinheiro para as metas financeiras, e quitar as dívidas deve ser a principal delas. Resista à tentação de desviar esse valor para outras áreas da vida: enquanto houver dívidas, eliminá-las é a prioridade número um. Inclua também metas menores, que ajudam a medir o progresso. Cada pequena conquista serve de motivação para seguir em frente.

Existem diversos aplicativos, planilhas e modelos de orçamento on-line que ajudam nessa tarefa. Ao terminar, talvez pareça que sobra pouco dinheiro para fazer qualquer coisa. Mas agora vem a parte interessante: descobrir onde dá para cortar o excesso.

3. Reavalie suas assinaturas

Muita gente paga todo mês por TV por assinatura, serviços de streaming, internet, plano de celular, revistas, aplicativos, academia e por aí vai. Depois de contratar, a tendência é esquecer o serviço, mas o dinheiro continua saindo da conta mês após mês. Chegou a hora de olhar com mais atenção. Pergunte a si mesmo:

  • Com que frequência eu uso isso?
  • Eu realmente preciso disso?
  • Consigo viver sem isso?

Nos serviços que você vai manter, como TV por assinatura e celular, veja se dá para conseguir um plano mais barato com outra operadora ou reduzir o plano atual. Considere alternativas mais baratas à TV por assinatura, mas tome cuidado para não acumular serviços de streaming demais.

Aproveite também para descadastrar seu e-mail de newsletters e promoções de lojas, que costumam estimular compras por impulso. E não deixe de cancelar uma assinatura só porque o processo é trabalhoso ou porque o valor parece pequeno demais para fazer diferença. Pense no corte de gastos como mil pequenos cortes, e não como um único golpe certeiro.

4. Reduza as contas de luz, água e gás

Não dá para abrir mão de tudo: a casa precisa de luz, os eletrodomésticos precisam funcionar e, dependendo da região, ventilador, ar-condicionado ou aquecedor fazem falta. Mesmo assim, há muitas maneiras de diminuir essas contas, e boa parte delas não custa nada.

Energia elétrica

Algumas atitudes podem ser adotadas imediatamente:

  • Tire da tomada os aparelhos que você não estiver usando e não deixe o computador e outros equipamentos ligados sem necessidade. A exceção, claro, é a geladeira, que precisa ficar ligada para conservar os alimentos.
  • Confira a borracha de vedação da geladeira. Se ela não estiver mais vedando direito e deixar o frio escapar, troque por uma nova.
  • Abra cortinas e janelas para deixar os ambientes arejados, aproveitar a luz do sol e evitar acender a luz durante o dia.
  • Use a máquina de lavar louça ou de lavar roupa somente com a carga completa. Deixar a roupa suja acumular no cesto para lavar tudo de uma vez gasta menos do que várias lavagens pequenas ao longo da semana, e ainda economiza o seu tempo.
  • Prefira secar as roupas no varal em vez de usar a secadora.
  • Regule o ar-condicionado ou o aquecedor para uma temperatura moderada.

Outros passos são quase tão simples, mas exigem uma ida à loja de materiais de construção: troque as lâmpadas antigas por modelos de LED, que gastam menos energia, e considere usar timers ou tomadas programáveis. Muitas distribuidoras de energia também oferecem dicas de economia em seus sites e aplicativos.

Há ainda medidas que exigem um investimento inicial, mas compensam no longo prazo. Na hora de trocar um eletrodoméstico, prefira modelos com boa classificação de eficiência energética na etiqueta. Modernizar o aquecimento de água e os equipamentos de ventilação e refrigeração também pode aliviar as contas e fazer bem ao meio ambiente. Como grandes mudanças na casa podem sair caras, informe-se se existe algum programa de incentivo à eficiência energética na sua região, da distribuidora ou do poder público, que ajude a reduzir o custo da troca de equipamentos antigos por modelos mais econômicos.

Água

  • Feche a torneira. A dica é clássica, mas fácil de esquecer: enquanto escova os dentes, lava a louça ou limpa o banheiro, feche a torneira sempre que não estiver usando a água.
  • Conserte torneiras com vazamento. Além do barulho incômodo, aquela torneira pingando pesa na conta: estima-se que uma pequena goteira pode desperdiçar até 2 mil litros de água por mês.
  • Passe menos tempo no chuveiro. Se você costuma ficar pensando na vida com a água escorrendo, mesmo depois de terminar o banho, deixe a reflexão para depois, com o chuveiro desligado. Estima-se que cada minuto a menos no chuveiro economize cerca de 23 litros de água.

Gás e outros serviços da casa

Vai preparar mais de um prato assado no almoço ou no jantar? Coloque tudo no forno ao mesmo tempo: assim você economiza energia, se o forno for elétrico, ou gás, se for a gás. E compare preços e planos dos serviços em que você tem opção de escolha, como o gás de cozinha e a internet.

5. Diminua o custo com moradia

Uma das maiores despesas da casa costuma ser a moradia. Muitas famílias comprometem uma fatia grande da renda com aluguel ou com a prestação do financiamento imobiliário, e quanto maior esse peso, menor a folga para pagar dívidas e lidar com imprevistos. Os bancos, inclusive, avaliam quanto da renda ficará comprometido com a prestação na hora de analisar um pedido de financiamento.

Mudar para um imóvel menor pode parecer uma medida drástica, mas é algo a se considerar, e existem formas de reduzir esse custo que podem ser mais fáceis do que você imagina. Quem mora de aluguel tem várias opções para economizar:

  • dividir a moradia com alguém;
  • abrir mão da vaga de garagem paga, se não precisar dela;
  • conversar com o proprietário e propor cuidar de pequenos reparos em troca de um desconto no aluguel;
  • mudar-se para um imóvel mais barato, ou até para um bairro ou uma cidade com custo de vida menor.

Para quem tem casa própria, as opções incluem:

  • renegociar o financiamento ou pesquisar a portabilidade para outra instituição, em busca de juros menores e prestações mais leves;
  • vender o imóvel e considerar morar de aluguel, que tem custos iniciais menores e menos gastos com manutenção;
  • alugar o imóvel inteiro ou parte dele, inclusive por temporada.

6. Reúna as dívidas e reduza os juros

Uma forma de aliviar o orçamento é consolidar as dívidas. Quem tem saldo devedor no cartão de crédito sabe que as parcelas podem consumir uma parte importante do salário. Confira os juros cobrados pelo cartão: eles costumam estar entre os mais altos do mercado.

Consolidar dívidas significa juntar vários débitos em um único pagamento mensal. O objetivo é pagar menos juros, diminuir o valor das parcelas e quitar tudo mais rápido. As vantagens são:

  • Um só pagamento por mês. Em vez de controlar várias contas com datas diferentes, você passa a se preocupar com uma única parcela, desde que tenha um bom planejamento.
  • Juros menores. Uma parte maior do que você paga todo mês passa a abater a dívida de fato, e não apenas os juros que continuam se acumulando.
  • Quitação mais rápida. Pagar apenas o mínimo do cartão pode fazer a dívida se arrastar por muitos anos. Com a consolidação, é possível ter um prazo definido para zerar o saldo.

As duas formas mais comuns de consolidar dívidas são contratar um empréstimo para quitá-las ou negociar um acordo de pagamento diretamente com os credores.

Empréstimo para quitar dívidas

Uma das maneiras de consolidar as dívidas é pegar um empréstimo maior em um banco ou cooperativa de crédito para quitar as dívidas menores. O método pode funcionar, mas, se o seu histórico de pagamentos não for bom e o seu score de crédito estiver baixo, o pedido pode ser negado. E, mesmo que seja aprovado, os juros podem ser altos, o que acaba anulando a vantagem. Antes de contratar, compare o Custo Efetivo Total (CET) do novo empréstimo com o custo das dívidas atuais.

Renegociação com os credores

Outra alternativa, especialmente para quem tem dívidas no cartão de crédito, é procurar os credores e negociar um acordo. Bancos e financeiras costumam oferecer opções de renegociação que reúnem os débitos em parcelas mensais, às vezes com juros menores ou descontos. Se tiver dificuldade, órgãos de defesa do consumidor, como o Procon, podem orientar sobre seus direitos durante a negociação.

O ideal é reunir os débitos em uma parcela que caiba de verdade no orçamento, para não voltar a atrasar, e com juros menores do que os atuais. Leia com atenção as condições, confira o custo total do acordo e verifique se há tarifas envolvidas. Mesmo que exista algum custo, a redução dos juros pode compensar a diferença e representar um grande passo para diminuir as despesas.

7. Reveja o valor dos seguros

Ajustar o seguro da casa e do carro é outra forma de reduzir as despesas mensais. Se você tem os dois, procure seguradoras que ofereçam desconto para quem contrata mais de um produto. O preço também pode cair de acordo com o seu perfil como proprietário ou motorista.

Para economizar no seguro do carro, pesquise empresas que cobram menos de quem tem bom histórico ao volante ou de quem tem um carro mais barato. Veículos com mais itens de segurança também costumam ter seguro mais em conta.

No seguro residencial, confira na apólice se a seguradora concede descontos para melhorias no imóvel. Instalar detectores de fumaça, alarmes e outros sistemas de segurança pode render um preço menor, assim como modernizar a parte elétrica.

Também vale avaliar uma franquia mais alta, que normalmente reduz o valor do prêmio. Só lembre-se de que, se precisar acionar o seguro, você vai pagar mais do próprio bolso.

Pesquise outras seguradoras que possam oferecer condições melhores e confirme se a empresa é autorizada a funcionar pela Susep, o órgão que fiscaliza o setor. Ao mesmo tempo, verifique se a sua seguradora atual oferece vantagens para clientes antigos.

Um custo escondido em que pouca gente pensa é a renovação automática de seguros e de outros serviços. Muitas pessoas simplesmente pagam e esquecem até o ano seguinte, perdendo a chance de encontrar uma oferta melhor em outra empresa ou de negociar um desconto com a atual. Quando receber o aviso de renovação, pesquise o que a concorrência está oferecendo. Depois, decida se vale trocar de empresa ou se prefere usar essa informação para pedir que a sua seguradora cubra a oferta.

8. Coma em casa e aproveite melhor os alimentos

Cozinhar e comer em casa pode gerar uma boa economia, e um cardápio semanal facilita bastante: defina o que vai comer ao longo da semana, planeje as compras e siga o plano. A internet tem uma infinidade de dicas e receitas, inclusive para quem não tem intimidade com a cozinha.

Se falta tempo para cozinhar durante a semana, aproveite o fim de semana para preparar pratos que rendem várias refeições, como feijão, frango assado, escondidinho ou sopa. Divida tudo em porções diárias e, na correria, é só pegar e levar. Para ter praticidade por mais tempo, congele algumas porções em potes individuais e deixe tudo pronto para os dias mais corridos. Se isso evitar que você peça comida por aplicativo ou passe no drive-thru toda noite, o investimento em alguns potes se paga rapidinho.

Dá para gastar menos sem abrir mão de uma alimentação saudável:

  • Dê prioridade às frutas e aos legumes da estação, que costumam ser mais em conta.
  • Aproveite as partes dos vegetais que costumam ir para o lixo. Sementes, folhas, talos e até a casca de diversos vegetais podem ser higienizados e usados em receitas. Pesquise como aproveitar as partes que você costuma descartar.
  • Reutilize a água do cozimento dos legumes no preparo de caldos, sopas e até do arroz, que ganha um sabor a mais.

9. Vá às compras com uma lista

Há muitas formas de economizar no supermercado, mas tudo começa com uma lista de compras. Esse hábito simples ajuda a reduzir o custo das refeições, facilita o planejamento do cardápio e diminui as compras por impulso, desde que você siga a lista à risca. Ela pode ser tão simples ou tão detalhada quanto você quiser, e há até aplicativos que ajudam a montar listas e a encontrar promoções. Algumas dicas:

  • Mantenha uma lista aberta ao longo da semana, planeje as refeições e vá acrescentando os itens antes de sair para as compras.
  • Agrupe os itens por setor (hortifrúti, frios, laticínios, limpeza etc.) e, se possível, na ordem em que aparecem no mercado. Assim você evita passear pelos corredores de doces e salgadinhos, onde moram as compras por impulso mais caras.
  • Compare marcas e preços entre lojas, mas lembre-se de que costuma sair mais barato concentrar as compras em um ou dois mercados do que rodar a cidade atrás de promoções em vários lugares.

Veja se o seu supermercado tem programa de fidelidade. Muitos oferecem descontos em produtos de marca própria e ofertas personalizadas para os itens que você compra com frequência. A maioria desses programas funciona por aplicativo: basta conferir as ofertas antes de sair de casa e se identificar no caixa.

10. Congele o cartão de crédito

Um grande obstáculo para quem quer cortar gastos é a dívida do cartão de crédito. É fácil passar o cartão quando não há dinheiro disponível para comprar algo, mas a fatura pode crescer depressa, principalmente com juros altos. Se você já tem dívidas no cartão, congelá-lo é uma ótima forma de reduzir as despesas mensais.

Dá até para congelar de verdade: há quem coloque o cartão em um pote com água e leve ao congelador. Se quiser usá-lo, vai ter que esperar descongelar, o que dá tempo de sobra para repensar a compra.

Se preferir algo mais prático, muitos bancos permitem bloquear temporariamente o cartão pelo aplicativo ou pelo site, o que impede novas compras. Normalmente, dá para desbloquear a qualquer momento, pelo mesmo canal. Vale conferir com o emissor como ficam as cobranças recorrentes já cadastradas. E lembre-se: a fatura continua chegando todo mês e os juros sobre o saldo devedor continuam correndo.

11. Use apenas dinheiro

Passar a pagar tudo em dinheiro traz uma boa dose de realidade para as finanças. Coloque o máximo possível das contas mensais em débito automático e use o restante, em dinheiro, para as outras despesas. O método exige atenção ao orçamento, mas reduz bastante as compras por impulso. Está de olho naquele tênis lindo? Comece separando um pouco por semana para ele, desde que caiba no orçamento. Também existem aplicativos que ajudam a organizar esse método, inclusive alguns inspirados na ideia de separar o dinheiro em envelopes.

Só que pagar tudo em dinheiro, por si só, não resolve o problema. É preciso atacar a raiz dos problemas com gastos, e adotar o dinheiro vivo como estratégia única costuma não funcionar, porque muitas despesas do dia a dia exigem outras formas de pagamento.

Uma alternativa é limitar o uso do dinheiro vivo a certas despesas, especialmente nas áreas em que você mais precisa cortar, como supermercado ou roupas. Isso ajuda a prestar atenção em como o dinheiro está sendo usado e a ajustar seus hábitos de consumo. Desse jeito, você consegue respeitar o orçamento mesmo quando voltar a usar o cartão.

12. Quite as dívidas em aberto

Quanto mais rápido você sair das dívidas, mais dinheiro vai sobrar no orçamento mensal. Como já foi dito, a dívida do cartão de crédito deve ser o foco principal: diferentemente do financiamento do carro ou da casa, ela cresce rápido e é difícil de reduzir.

Parte do orçamento deve ser reservada para pagar mais do que o mínimo da fatura. E não se esqueça das alternativas de consolidação e renegociação das dívidas. Fazer amortizações extras no financiamento da casa ou do carro também ajuda a reduzir o saldo devedor mais depressa.

Por onde começar?

Não existe momento melhor do que agora para cortar gastos. Dar um passo de cada vez torna o processo mais leve, e você pode se surpreender com a rapidez com que os resultados aparecem.

Se precisar de ajuda para colocar as finanças em ordem, considere buscar orientação especializada para montar um orçamento e organizar o pagamento das dívidas do cartão de crédito.

As dicas de economia de energia, água e alimentos têm informações do Tua Casa e do Seu Direito Proteste.