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Como estudar melhor e manter o foco: mais de 30 dicas práticas

Como estudar melhor e manter o foco: mais de 30 dicas práticas
Sumário
  1. Bons hábitos de estudo fazem diferença
  2. 1. Antes de tudo, descubra como você aprende
  3. 2. Use o seu estilo de aprendizagem a seu favor
  4. 3. Estude em lugares diferentes
  5. 4. Experimente também ambientes mais movimentados
  6. 5. Monte um espaço de estudo confortável
  7. 6. Tenha um horário fixo de estudo e respeite-o
  8. 7. Crie um ritual para começar
  9. 8. Elimine as distrações antes de começar
  10. 9. Use música ou som ambiente para entrar no clima
  11. 10. Controle as distrações digitais
  12. 11. Mantenha uma agenda de estudos com prazos e prioridades
  13. 12. Fuja das maratonas de estudo de última hora
  14. 13. Programe pausas e pequenas recompensas
  15. 14. Faça anotações mais úteis durante a aula
  16. 15. Revise as anotações enquanto o conteúdo ainda está fresco
  17. 16. Resuma ou reescreva as anotações para aprender mais
  18. 17. Treine a memória enquanto estuda
  19. 18. Aproveite o poder dos mnemônicos
  20. 19. Use o olfato a favor da memória
  21. 20. Ganhe eficiência com a técnica Pomodoro
  22. 21. Abandone o péssimo hábito de fazer várias coisas ao mesmo tempo
  23. 22. Agrupe assuntos parecidos
  24. 23. Experimente o cochilo do café
  25. 24. Complemente as aulas com vídeos
  26. 25. Alimente o cérebro para aprender melhor
  27. 26. Mexa o corpo
  28. 27. Teste os seus conhecimentos com simulados
  29. 28. Aprenda ensinando
  30. 29. Estude acompanhado, mesmo a distância
  31. 30. Foque no aprendizado, não só na nota
  32. 31. Acompanhe o seu progresso toda semana
  33. 32. Quem dorme bem aprende mais
  34. Lembre-se: aprender melhor vai além da faculdade

Quer aprender melhor? Já parou para pensar em como você organiza os seus estudos?

Quanto tempo você dedica a revisar o que viu em aula? Estuda um pouco toda semana ou, como boa parte dos estudantes, deixa para enfiar tudo na cabeça na véspera da prova? Qual é a sua estratégia de aprendizagem: fazer anotações, montar esquemas, criar flashcards?

Muitos alunos encaram o estudo de forma relaxada: só voltam ao conteúdo às vésperas das provas mais importantes e torcem para que as informações certas fiquem na memória. O resultado, quase sempre, é um desempenho tão morno quanto o esforço. E manter o foco é um desafio para todo mundo, do ensino médio ao doutorado, seja por causa das redes sociais, da procrastinação, da falta de organização do tempo ou de tudo isso junto.

Bons hábitos de estudo fazem diferença

O primeiro passo é aprender a aprender, ou seja, fazer desde já um esforço consciente para estudar melhor.

Uma das melhores coisas que um estudante pode fazer, principalmente no começo da faculdade, é buscar cursos ou materiais sobre técnicas de estudo e organização acadêmica. Quando você conhece os métodos que os bons alunos usam, o sucesso nos estudos deixa de ser uma questão de sorte e fica bem mais previsível.

Este artigo não substitui um curso desse tipo. Mas, se você levar a sério as 32 dicas a seguir, o seu tempo de estudo vai render mais, com mais foco e menos estresse.

1. Antes de tudo, descubra como você aprende

Cada pessoa tem uma forma natural de absorver e guardar informações novas. Uma classificação bastante conhecida divide os estudantes em quatro perfis principais:

  • Os visuais aprendem melhor observando. Respondem bem a gráficos, cores, vídeos e padrões.
  • Os auditivos aprendem melhor ouvindo. Eles se dão bem com explicações faladas, músicas, rimas e outros estímulos sonoros.
  • Os que aprendem por leitura e escrita fixam melhor o conteúdo lendo e escrevendo sobre o que precisam estudar.
  • Os cinestésicos guardam melhor as informações colocando a mão na massa. Gostam de simulações, de montar modelos, desenhar diagramas e fazer flashcards. Precisam aplicar os conceitos na prática.

2. Use o seu estilo de aprendizagem a seu favor

Só saber como você aprende, claro, não basta. Muita gente sabe qual é a melhor forma de estudar, mas, como acontece com tantas coisas na vida, não coloca esse conhecimento em prática.

Por isso, faça um esforço consciente para adaptar os seus métodos ao que funciona melhor para você. A diferença na velocidade com que você aprende pode ser grande. Por exemplo:

  • Se você responde bem a estímulos visuais, faça mapas mentais, use bastante cor nas anotações e procure vídeos sobre o assunto.
  • Se você aprende melhor ouvindo, tente criar rimas para memorizar fatos ou escute podcasts sobre o tema.
  • Quem aprende por leitura e escrita costuma se adaptar com mais facilidade ao ensino tradicional e tira proveito de passar mais tempo lendo os livros indicados e fazendo resumos.

Já os cinestésicos costumam ter mais dificuldade com o ensino tradicional. Eles tendem a se destacar em matérias mais práticas, em que podem aplicar logo o que aprendem.

3. Estude em lugares diferentes

Durante muito tempo, a recomendação mais comum foi estudar sempre no mesmo lugar, para que o cérebro entrasse no modo de concentração assim que você se sentasse.

Mais recentemente, outra visão ganhou força: a de que mudar de lugar com frequência pode ajudar na concentração. A ideia é que estudar o mesmo conteúdo em ambientes diferentes leva o cérebro a criar associações variadas com aquele material, o que tende a fortalecer a memória e facilitar a lembrança na hora da prova.

4. Experimente também ambientes mais movimentados

Talvez você sinta que precisa de um cantinho onde ninguém incomode. Mas isso depende muito do seu jeito de estudar.

A música, por exemplo, pode ajudar alguns estudantes auditivos a se concentrar, enquanto distrai outras pessoas. Esses mesmos estudantes auditivos, por outro lado, costumam se distrair facilmente com a TV ligada ao fundo, algo que outros conseguem simplesmente ignorar.

Há quem encontre numa cafeteria movimentada o lugar ideal para estudar. Se for o seu caso e não der para sair de casa, existem aplicativos e vídeos que reproduzem o som ambiente de um café. Outros preferem se isolar num lugar completamente silencioso, sem nenhuma interrupção. Resumindo: escolha o que funciona para você.

5. Monte um espaço de estudo confortável

Seja qual for o tipo de ambiente que você prefere, alguns itens fazem diferença em qualquer lugar de estudo:

  • Uma superfície plana e livre, com espaço para acomodar com conforto todo o material e o notebook.
  • Uma tomada por perto, se você usa o computador, para não precisar levantar e interromper o ritmo.
  • Um assento confortável, que favoreça uma boa postura, seja uma cadeira com encosto, uma bola de exercício ou uma mesa para estudar em pé.

Se estudar em cafés e bibliotecas não é uma opção, crie o seu próprio escritório em casa: escolha um canto, tire a bagunça e deixe as ferramentas que você mais usa organizadas e à mão.

6. Tenha um horário fixo de estudo e respeite-o

Isso ajuda muito na preparação para provas importantes, mas também deixa todo o seu planejamento de estudos mais fácil de administrar.

Planeje o tempo de estudo com antecedência, em vez de esperar que ele apareça em algum momento entre a vida social e as aulas. Ao definir horários regulares e colocá-los na agenda, você cria um compromisso e uma rotina. Trate esse horário com a mesma seriedade com que trata a presença nas aulas.

Essa organização também garante que o tempo seja bem distribuído entre as disciplinas, de acordo com a necessidade de cada uma.

7. Crie um ritual para começar

Um pequeno ritual antes de estudar ajuda o cérebro a entrar no modo de concentração com mais facilidade. Pode ser algo assim: limpar a mesa, fechar a porta, reunir todo o material de que vai precisar, colocar os fones de ouvido e fazer uma lista do que pretende cumprir naquela sessão.

Reunir o material antes é importante: ter que levantar no meio do estudo para buscar anotações ou livros já é uma forma de se distrair. Levar cinco minutos para preparar o espaço deixa o ambiente livre de distrações e a cabeça livre para o que importa.

Se a rotina estiver ficando chata, mude um pouco. Comece com uma caminhada ou simplesmente saia para tomar um ar e um copo de água, qualquer coisa que ajude a gastar a energia inquieta. Também dá para incluir atividades de que você gosta, como alongamento ou um podcast. O segredo é repetir o ritual sempre que for estudar.

8. Elimine as distrações antes de começar

Estudar numa cafeteria barulhenta ou numa biblioteca movimentada pode funcionar para algumas pessoas, mas assistir a um filme ou ficar conversando enquanto estuda atrapalha qualquer um.

Antes de começar, afaste tudo o que possa tirar a sua atenção. Se outras pessoas estiverem vendo TV ou ouvindo música em casa, talvez seja melhor ir para um lugar onde você não escute o barulho.

9. Use música ou som ambiente para entrar no clima

Não saia de casa sem fones de ouvido!

Muita gente prefere estudar com música. Ter sempre os fones na mochila permite que, na hora de se concentrar, você coloque para tocar a sua playlist favorita de estudo. Uma dica: ouvir as mesmas músicas toda vez que se sentar para estudar ajuda a mente a entrar no modo de concentração com mais facilidade.

Além de abafar o barulho de colegas de quarto ou da vizinhança, os fones mostram às pessoas ao redor que você está ocupado e ajudam a evitar conversas paralelas. Se você tiver fones com cancelamento de ruído, melhor ainda.

10. Controle as distrações digitais

Todo mundo sabe como é fácil se distrair na internet: você se senta para estudar e, antes mesmo de começar, chega uma notificação ou aparece uma manchete que rouba a sua atenção. Uma olhadinha rápida nas redes sociais pode consumir boa parte do tempo de estudo. Uma estimativa bastante citada é que leva, em média, cerca de 23 minutos para recuperar o foco depois de uma interrupção.

Para evitar essas interrupções, existem aplicativos e extensões de navegador que bloqueiam sites e notificações no celular, no tablet e no computador. Alguns, como o Freedom, permitem escolher quais sites e aplicativos bloquear e por quanto tempo, programar bloqueios que se repetem nos seus horários de estudo e até bloquear tudo, exceto o que você precisa para estudar, como o portal da escola, plataformas de ensino online ou editores de texto.

Outras ferramentas criam uma pausa antes de abrir um site que distrai, para você pensar se é mesmo a hora, ou definem um limite diário de tempo em sites escolhidos.

11. Mantenha uma agenda de estudos com prazos e prioridades

Anote as datas de entrega de todas as tarefas que você já sabe que vão aparecer ao longo do semestre, em todas as disciplinas, e programe lembretes com antecedência para não se perder. Depois, defina a melhor ordem para cuidar de cada item.

É fácil adiar as tarefas que parecem difíceis ou chatas, então pode valer a pena encará-las primeiro e deixar as mais agradáveis para o fim. Isso vale também para o dia a dia: faz sentido começar pelos assuntos mais difíceis enquanto a cabeça ainda está descansada.

Leve a agenda sempre com você e anote tudo assim que receber uma nova tarefa ou trabalho com prazo, em vez de confiar na memória e acabar empurrando com a barriga. Aplicativos ajudam: o Todoist transforma metas e projetos em listas de tarefas e permite criar lembretes recorrentes, como “entregar a lista de exercícios toda quinta-feira”; o Trello organiza as tarefas em quadros e colunas, com prazos, para você visualizar o andamento de cada trabalho.

Claro que imprevistos acontecem, então esteja pronto para ajustar a programação sempre que necessário.

12. Fuja das maratonas de estudo de última hora

Passar a noite em claro estudando na véspera da prova virou quase sinônimo de vida universitária. Boa parte do estresse dos estudos vem justamente da falta de planejamento, que deixa tudo para a noite anterior.

Você provavelmente já sabe como isso é pouco eficiente: o que é empurrado para dentro da cabeça às pressas pode até servir para a prova do dia seguinte, mas tende a ser esquecido logo depois, e chegar exausto à prova não ajuda em nada. Pesquisas mostram que dividir o estudo em várias sessões espaçadas melhora muito a retenção ao longo do tempo.

Comprometa-se a distribuir os estudos ao longo do tempo e seja um dos poucos universitários que conseguem manter o equilíbrio e uma vida normal. A tendência é que você guarde melhor o que aprendeu se reservar tempo também para atividade física e para a convivência com os amigos.

Além disso, quando o assunto é aprendizado, qualidade importa mais do que quantidade. Sessões muito longas podem ser contraproducentes: depois de um tempo, a mente cansa, a atenção se dispersa e o sono aparece. Prefira sessões mais curtas. Manter a concentração por 30 minutos é muito mais fácil do que por 8 horas seguidas, e esses blocos se encaixam melhor nas outras atividades do dia.

13. Programe pausas e pequenas recompensas

Por mais que você tenha para estudar, inclua pausas na programação. O autocontrole e a energia mental são recursos limitados e se esgotam com o tempo. Intervalos curtos para olhar o celular, conversar sobre outro assunto ou tomar um café ajudam a evitar o esgotamento e permitem manter a concentração por mais tempo.

As recompensas também ajudam, e não precisam ficar guardadas só para as grandes conquistas. Pequenos prêmios por pequenas vitórias são uma ótima forma de criar bons hábitos de estudo. Ao terminar uma sessão produtiva, faça algo divertido ou se dê um pequeno agrado, de preferência que caiba no orçamento. A expectativa da recompensa dá aquele gás a mais para alcançar as metas.

Conforme os hábitos se consolidam, você pode subir o nível das recompensas. Vale se premiar por estudar mais do que o normal durante a semana ou por terminar um trabalho antes do prazo. Use a criatividade.

14. Faça anotações mais úteis durante a aula

Cada pessoa tem o seu próprio jeito de anotar, e o que funciona melhor costuma ter a ver com o seu estilo de aprendizagem. Quem aprende de forma visual, por exemplo, tende a aproveitar mais o uso de cores e de títulos de tamanhos diferentes do que quem é auditivo ou cinestésico.

Algumas dicas gerais para fazer anotações melhores:

  • Sente-se na primeira fila, no centro da sala. Dali, é quase impossível não prestar atenção.
  • Chegue preparado, com todas as canetas, folhas e marca-textos de que vai precisar.
  • Se você aprende melhor ouvindo, veja se é possível gravar as aulas ou acessá-las online. Se não for, procure outros materiais de apoio.
  • Concentre-se de propósito: faça um esforço consciente para prestar atenção na aula e absorver tudo o que está sendo explicado. Se ficar perdido, faça perguntas.
  • Comece cada aula em uma página nova, com um título claro indicando o assunto e a data.
  • Desenvolva uma técnica de anotação que combine com o seu estilo. Se você é visual, desenhe diagramas que ajudem a entender o conteúdo. Se é auditivo, tente anotar o que ouve.
  • Evite escrever frases completas. Use tópicos, abreviações e símbolos para anotar mais rápido.
  • Sempre que possível, registre as ideias com as suas próprias palavras.

15. Revise as anotações enquanto o conteúdo ainda está fresco

Reserve um tempo para revisar, corrigir e organizar as suas anotações logo depois da aula ou antes de começar a estudar.

Se você tiver intervalos entre as aulas, uma boa estratégia é ir direto para a biblioteca. Lá, dá para adiantar as tarefas de casa ou repassar as anotações do dia. A biblioteca costuma ter a combinação ideal de movimento e gente concentrada, o que cria um ótimo ambiente para estudar. Com esse hábito, é comum chegar em casa à noite com as tarefas já resolvidas.

Se você é cinestésico, procure oportunidades de colocar o conteúdo em prática sempre que puder.

16. Resuma ou reescreva as anotações para aprender mais

Complemente as suas anotações e comece a organizar e resumir o que escreveu. Uma boa ideia é reescrevê-las por completo durante esses momentos na biblioteca. Reescrever tudo uma segunda vez faz muita diferença.

Seja um esquema simples ou um conjunto de flashcards, revisar e caprichar nas anotações vai poupar muito tempo e dor de cabeça quando a prova chegar. Em vez de folhear os livros desesperadamente, você terá os seus próprios resumos, o que deixa a mochila mais leve e a cabeça mais tranquila.

17. Treine a memória enquanto estuda

Reconhecer um conteúdo quando você está com as anotações na frente não é o mesmo que saber de cor. Na hora da prova, sem nenhum material de consulta, você precisa de um nível de domínio muito maior, e não dá para deixar isso por conta da sorte.

Pratique a recordação ativa de forma consciente. Ao aprender algo novo, feche os olhos e tente lembrar o fato ou conceito sem olhar. Leve flashcards com você e teste os seus conhecimentos sempre que tiver um tempo livre. O objetivo é se testar repetidamente até que a informação fique gravada na memória de longo prazo.

18. Aproveite o poder dos mnemônicos

Mnemônico é um nome sofisticado para técnicas de memorização que simplificam as informações e criam conexões no cérebro para que seja mais fácil lembrar delas depois. Elas funcionam muito bem para quem aprende ouvindo.

As siglas são um bom exemplo: basta juntar a primeira letra de cada palavra de uma lista para formar uma sigla curta e fácil de guardar, que ajuda a recordar todos os itens. Outra opção é o acróstico, uma frase fácil de memorizar em que cada palavra começa com a mesma letra de um dos itens que você precisa lembrar, na ordem certa.

Vale a pena experimentar diferentes técnicas de memorização. Encontrar uma que funcione para você pode ajudar muito nas provas ao longo de toda a faculdade.

19. Use o olfato a favor da memória

Parece bobagem, mas o cérebro tem mecanismos naturais que fazem os cheiros despertarem lembranças. Já sentiu um aroma que trouxe uma lembrança na hora? O cheiro da sua comida favorita, o perfume de alguém especial… Quase todo mundo já viveu isso.

Você pode usar esses gatilhos sensoriais a seu favor, principalmente se for cinestésico. Sempre que se sentar para estudar, use uma fragrância específica, como um perfume ou um creme para as mãos. No dia da prova, use o mesmo cheiro para ajudar a mente a entrar no clima de concentração. Dá até para mascar o mesmo sabor de chiclete sempre que estudar e repetir o hábito no dia da prova.

20. Ganhe eficiência com a técnica Pomodoro

Pomodoro significa tomate em italiano. O nome vem do formato do cronômetro de cozinha usado pelo criador dessa técnica de produtividade, que se tornou bastante popular.

Funciona assim: você escolhe uma tarefa e se dedica a ela por 25 minutos, sem nenhuma interrupção. Quando o cronômetro toca, faz uma pausa de 3 a 5 minutos. Depois de repetir o ciclo quatro vezes, faz uma pausa mais longa, de 25 a 30 minutos. Os tempos podem ser ajustados ao que funciona melhor para você.

A técnica é ótima para entrar no ritmo de estudo. É bem mais fácil se convencer a estudar por 25 minutos do que por uma hora inteira, e as pausas curtas ajudam a descansar a mente antes de passar para o próximo capítulo, evitando o esgotamento. Uma tarefa, um tomate de cada vez.

Muitos aplicativos de produtividade e de bloqueio de sites já vêm com um cronômetro Pomodoro embutido. Combinar os dois ajuda a não abrir as redes sociais ou o e-mail antes de o ciclo terminar.

21. Abandone o péssimo hábito de fazer várias coisas ao mesmo tempo

Na hora de estudar, pode ser tentador conversar ou assistir à TV enquanto faz as tarefas. O problema é que, quando está distraído, o cérebro não se dedica por completo a nada, e a qualidade do que você produz começa a cair.

Mesmo que pareça que você está fazendo duas coisas ao mesmo tempo, o cérebro está, na verdade, alternando de uma para outra o tempo todo. E essa troca constante de foco é uma receita para o cansaço mental. Deixe de lado o hábito de fazer tudo ao mesmo tempo e você terá mais energia para se dedicar aos livros. Os memes podem esperar.

22. Agrupe assuntos parecidos

A concentração é uma ótima aliada do aprendizado, mas é fácil se esgotar quando você passa tempo demais no mesmo assunto. Por outro lado, pular entre temas completamente diferentes também não é um bom uso da sua energia mental.

Tente agrupar assuntos e atividades relacionados, como vocabulário e leitura, ou álgebra e finanças. Vale até organizar o semestre em torno de temas parecidos.

Quando você alterna entre matérias relacionadas, o cérebro aproveita as mesmas habilidades de forma eficiente e evita o desgaste. Se empacar em um assunto, faça uma pausa, passe para outro tema próximo e talvez você vá mais longe do que imaginava. Você também vai perceber que, quando os temas têm relação entre si, o cérebro faz conexões interessantes entre eles, o que acelera a compreensão.

23. Experimente o cochilo do café

O que é melhor do que um café ou um cochilo? Os dois juntos!

Bateu aquele sono no meio do dia? Tome um café, de preferência puro, e tire um cochilo curto, de até uns 20 minutos. Muita gente diz que acorda bem mais disposta. Há quem defenda que essa combinação ajuda a memória e a atenção, e que o cochilo rápido já faz diferença no rendimento mesmo quando é difícil pegar no sono logo de cara.

Café e cochilo podem parecer uma dupla estranha, mas juntos podem ser uma boa saída para estudantes cansados.

24. Complemente as aulas com vídeos

Esta dica é especialmente boa para quem aprende de forma visual. Às vezes, ler a mesma linha várias vezes não leva a lugar nenhum. Graças à internet, há muitos outros recursos à disposição, e os vídeos estão entre os mais úteis.

Seja qual for a área que você estuda, é bem provável que exista um vídeo online explicando o conceito que você precisa entender. Assistir a uma explicação em vídeo é parecido com estar em sala de aula e, para muita gente, é mais fácil de absorver do que um texto.

Claro que encontrar vídeos sobre temas muito específicos é mais difícil, mas para assuntos mais gerais, como matemática básica ou introdução à contabilidade, a oferta costuma ser grande.

25. Alimente o cérebro para aprender melhor

Assim como qualquer outro órgão do corpo, o cérebro responde bem a uma boa alimentação. Inclua no cardápio alimentos que costumam ser associados a mais disposição e concentração, o que pode deixar as sessões de estudo mais produtivas. Peixes ricos em gordura, brócolis e folhas verdes são alguns exemplos. E quem não é muito fã de verduras vai gostar de saber que o chocolate amargo também costuma entrar na lista dos alimentos bons para o cérebro.

Por outro lado, evite lanches cheios de açúcar e besteiras em geral. Eles dão um pico de energia que até ajuda no começo, mas logo vem a queda. Cuide bem do corpo e ele manterá funcionando o seu motor mais importante.

26. Mexa o corpo

Exercício regular faz bem não só para o corpo, mas também para o cérebro. Pesquisas indicam que, no curto prazo, a atividade física pode melhorar o foco por até duas ou três horas, porque aumenta o fluxo de sangue no cérebro. Com regularidade, ela também ajuda a melhorar o humor e o sono e a reduzir o estresse e a ansiedade, fatores que atrapalham o raciocínio.

Para começar a sentir os benefícios, a recomendação é fazer cerca de 30 minutos de atividade moderada na maioria dos dias da semana, o que soma uns 150 minutos semanais.

27. Teste os seus conhecimentos com simulados

Fazer simulados é uma das melhores formas de mergulhar no conteúdo e se preparar para o grande dia. Além de reforçar o que você já sabe, eles mostram quais pontos ainda precisam de revisão enquanto ainda há tempo.

Há várias formas de montar os seus próprios testes: procure exercícios no livro, busque questões práticas online ou pergunte a colegas que já cursaram a disciplina se guardaram provas antigas. Até o simples ato de reunir e organizar as questões já é um bom exercício para aprofundar o assunto.

Para muitos estudantes, resolver provas antigas e simulados é o que realmente consolida o domínio de uma matéria.

28. Aprenda ensinando

Uma boa regra prática: se você não consegue explicar algo de forma simples, talvez ainda não tenha entendido o assunto tão bem quanto imagina.

Assumir o papel de professor, seja com amigos ou em um grupo de estudos, obriga você a organizar e esclarecer os temas não só para quem está ouvindo, mas também para si mesmo. Melhor ainda se alguém fizer uma pergunta difícil: isso ajuda a identificar os pontos fracos que você ainda precisa reforçar.

Se não houver ninguém por perto para ouvir, explique o assunto para um amigo imaginário. Ninguém vai ficar sabendo. Outra alternativa é criar um blog ou um perfil sobre o tema para compartilhar o que aprendeu com outras pessoas, de forma organizada. Escrever para os outros obriga você a dominar o conteúdo.

29. Estude acompanhado, mesmo a distância

Se você sente falta de estudar em grupo ou precisa de alguém para ajudar a manter o compromisso, combine uma sessão de estudo por videochamada com um amigo. Não é preciso conversar: só ter alguém estudando virtualmente à sua frente já ajuda a manter o foco.

Para trabalhos em grupo feitos a distância, quadros brancos digitais permitem que todos esbocem ideias, colem anotações e planejem juntos em tempo real.

30. Foque no aprendizado, não só na nota

Segundo o especialista em educação Daniel Wong, um dos erros mais comuns dos alunos é se concentrar mais nas notas do que nas habilidades e no aprendizado. É fácil ficar preso à corrida pelas notas, mas, no fim das contas, estudar serve para adquirir habilidades e conhecimentos que você vai usar no mundo real. Lembrar disso ajuda a diminuir a pressão e o estresse que tanto atrapalham a concentração.

31. Acompanhe o seu progresso toda semana

O pensador da administração Peter Drucker costuma ser citado pela ideia de que não dá para gerenciar o que não se mede. Ou seja, para melhorar algo, é preciso acompanhar os resultados.

Reserve cinco minutos no fim de cada semana (ou de cada mês) para revisar os seus hábitos, a sua rotina e o seu progresso. Assim você identifica padrões, enxerga o que não está funcionando e ajusta a forma de estudar.

Aplicativos de hábitos podem ajudar. O Streaks registra as atividades que você quer repetir todos os dias e mostra a sua sequência e as suas estatísticas. O Habitica, gratuito, transforma as metas da vida real em um jogo, com recompensas, punições e uma comunidade para dar apoio.

32. Quem dorme bem aprende mais

Nunca subestime a importância do descanso. Já reparou como uma noite mal dormida deixa você cansado e esquecido? O sono é uma etapa fundamental para transformar a memória de curto prazo em memória de longo prazo.

Assim como na vida, aprender é uma maratona, e não uma corrida de velocidade. O objetivo é entender e guardar as informações para que elas sirvam tanto no dia da prova quanto no mundo real.

Por isso, não abra mão das pausas. Às vezes, quando você está atrasado com um trabalho, faz mais sentido ir dormir cedo e recomeçar com a cabeça descansada.

Lembre-se: aprender melhor vai além da faculdade

Não existe fórmula mágica nem solução rápida para manter o foco. Métodos e ferramentas diferentes funcionam melhor para pessoas diferentes, e só testando você descobre a combinação ideal. Com disposição para se dedicar, dá para chegar longe, seja qual for o seu objetivo.

Organizar o tempo de estudo e manter a constância ao longo do ano letivo ajuda muito a evitar o estresse e o sufoco de tentar estudar tudo no fim. Você tende a tirar notas melhores e ainda consegue levar uma vida normal.

Mas o que muitos estudantes não percebem é que a faculdade é um campo de treinamento para a vida. Aprender a estudar de forma mais inteligente, e não apenas mais pesada, cria um padrão de trabalho que vai ajudar você a se sair bem na carreira depois da formatura.

A ideia é impedir que os estudos sobrecarreguem ou tomem conta da sua vida, e aprender a lidar com distrações, procrastinação e perda de tempo antes que esses hábitos cheguem à vida profissional. Assim, você estará bem preparado para alcançar os seus objetivos, não só nos estudos, mas também em outras áreas da vida.