Como aprender inglês: 15 dicas e o que saber sobre cursos online

Sumário
- 1. Pratique, pratique, pratique
- 2. Quanto mais você pratica, melhor e mais rápido aprende
- 3. Encontre a sua motivação
- 4. Torne o estudo divertido
- 5. Absorva bastante conteúdo antes de se cobrar
- 6. Coloque a comunicação em primeiro lugar
- 7. Não se esqueça da estrutura
- 8. Entenda que aprender inglês não é uma linha reta
- 9. Não traduza tudo
- 10. Mantenha um diário do idioma
- 11. Seja constante
- 12. Seja realista
- 13. Conheça o seu nível
- 14. Cuide da pronúncia desde o início
- 15. Use a tecnologia a seu favor
- Curso de inglês online: o que saber antes de escolher
- Formatos de curso
- Vantagens e limitações
- Como escolher
- Aprender inglês é uma maratona
Seria ótimo se desse para instalar o inglês direto no cérebro, como no filme Matrix. A verdade, porém, é que aprender um idioma exige trabalho e dedicação. A boa notícia é que dá para tornar esse caminho mais simples, mais leve e mais eficiente. Veja 15 dicas práticas e, no fim, o que avaliar antes de escolher um curso de inglês online.
1. Pratique, pratique, pratique
Não existe um jeito mágico de aprender inglês de uma hora para outra. Se você faz aulas, aproveite ao máximo as aulas, os deveres de casa e o tempo de estudo. Os cursos ajudam porque criam compromisso e incentivam o aprendizado. Mesmo fora da sala de aula, porém, dá para praticar no tempo livre.
Com a internet, praticar ficou mais fácil do que nunca. Quem prefere estudar sozinho encontra muitos recursos à disposição. Quem gosta de uma estrutura definida pode recorrer a cursos online, gratuitos ou pagos, como complemento ou como curso principal (no fim deste texto, veja o que observar antes de escolher um).
Há também plataformas, como o FluentU, que transformam vídeos reais, como clipes de música, trailers de filmes, noticiários e palestras, em aulas com prática de vocabulário e testes de compreensão.
2. Quanto mais você pratica, melhor e mais rápido aprende
O escritor Malcolm Gladwell sugere que são necessárias cerca de 10.000 horas de prática para se tornar especialista em alguma coisa. Parece muito, e é. Por isso, comece a investir tempo o quanto antes, distribuindo a prática entre as diferentes habilidades:
- Gramática: comece por dicas gerais de estudo de gramática e por uma revisão dos erros mais comuns.
- Compreensão auditiva: podcasts e audiolivros são bons pontos de partida. Se você prefere apoio visual, filmes e séries ajudam bastante.
- Leitura: livros simples e resenhas de livros que viraram filmes são fáceis de encontrar e de acompanhar.
- Fala e pronúncia: sem um falante nativo por perto, fica mais difícil, mas não impossível. Algumas estratégias de conversação funcionam até sem parceiro, e há sites que oferecem oportunidades de conversar online.
- Vocabulário: aprenda expressões idiomáticas, provérbios e gírias para não soar como um robô, confira se as palavras que você acha que usa certo estão mesmo corretas e amplie o vocabulário de temas específicos, como cores, esportes, saúde, comida ou aeroportos.
3. Encontre a sua motivação
Como qualquer objetivo, aprender um idioma fica mais fácil e divertido quando você tem um motivo claro. Você quer inglês para conseguir um emprego? Para viajar? Ou só pelo desafio? Seja qual for a razão, não a perca de vista, porque é ela que vai manter você firme nos momentos em que o aprendizado parecer difícil.
Também é normal ter mais de um motivo e ver essas motivações mudarem com o tempo.
4. Torne o estudo divertido
Aprender inglês funciona melhor quando é divertido. Tente transformar o estudo em um jogo, seja com jogos de tabuleiro em inglês, seja usando a gamificação (pontos, desafios e metas) a seu favor. O importante é encontrar formas de deixar o aprendizado interessante.
5. Absorva bastante conteúdo antes de se cobrar
Em quase todo curso de idiomas há uma fase em que você mais ouve e lê do que fala e escreve. Essa é uma forma natural de aprender: antes de fazer, você precisa ver e entender como se faz. É o velho “não coloque a carroça na frente dos bois”: no começo, priorize receber o máximo de conteúdo, em vez de se cobrar demais na fala e na escrita.
Uma das melhores maneiras de fazer isso é ouvir falantes nativos online. Assim você economiza tempo ao perceber que algumas coisas aprendidas em sala não são tão usadas quanto parecem. Ao ouvir nativos, por exemplo, você nota que há várias formas de responder a um agradecimento e que o “you’re welcome” dos livros não é a única.
6. Coloque a comunicação em primeiro lugar
O inglês tem vocabulário extenso, pronúncia difícil e ortografia confusa, e você vai errar ao longo do caminho. Quanto antes aceitar isso, melhor: fica mais fácil se comunicar e transmitir o que você quer dizer, e os ajustes vêm com o tempo.
Para encontrar com quem praticar, conte com os colegas de classe, se tiver, ou procure outros estudantes e falantes de inglês no Facebook e em outras redes sociais. Sites como o Couchsurfing também abrem a chance de conhecer pessoas de vários lugares.
7. Não se esqueça da estrutura
Priorizar a comunicação não significa ignorar que existe uma forma “certa” de falar inglês. No início, costuma ser melhor se concentrar em falar sem se preocupar tanto com os erros. À medida que você avança, porém, gramática, ortografia e escolha de palavras ganham importância.
Pense no idioma como um prédio e na gramática como a sua estrutura: sem uma boa base, cedo ou tarde ele desaba. Sites de exercícios, como o Englisch-Hilfen.de, ajudam a reforçar essa estrutura e a evitar erros.
8. Entenda que aprender inglês não é uma linha reta
Aulas, livros didáticos e currículos costumam apresentar os temas e os pontos de gramática em uma ordem específica. Em geral, o conteúdo fica mais difícil com o tempo, mas você não precisa seguir o livro à risca.
Às vezes, você vai querer buscar assuntos que não estão no material. Outras vezes, vai precisar voltar a algo que não fez sentido na primeira vez. Também haverá dias em que você vai se sentir fluente e outros em que parecerá não conseguir dizer uma palavra. Esses altos e baixos são normais. Continue praticando com paciência e a evolução vem.
9. Não traduza tudo
Antes era trabalhoso procurar cada palavra no dicionário. Hoje, com a internet e os tradutores automáticos, conseguir uma tradução rápida é fácil demais. Evite essa tentação na hora de falar e escrever.
Quando você traduz uma frase palavra por palavra, o resultado pode soar muito estranho para um nativo. Isso vale para qualquer idioma: traduções literais ignoram expressões idiomáticas, partículas e preposições, e quem ouve percebe na hora.
Já traduzir um texto em inglês para o português enquanto lê costuma ser menos problemático. Pode tomar tempo e confundir um pouco, mas pelo menos não confunde a pessoa com quem você está conversando.
10. Mantenha um diário do idioma
Separe um caderno ou uma pasta no celular ou no computador só para o seu aprendizado de inglês. Sempre que aprender uma palavra importante, anote com a definição e exemplos. Se quiser praticar mais a escrita, registre também outras experiências em inglês.
Além de treinar a escrita, o diário ajuda a fixar o vocabulário. Há quem defenda que é preciso usar uma palavra nova em contexto pelo menos três vezes para entendê-la e guardá-la. E, ao reler as primeiras anotações, você percebe o quanto já avançou, o que é ótimo para a motivação.
11. Seja constante
Esta é mais uma dica de definição de metas do que de estudo. Quem pratica de forma constante e tem algum tipo de compromisso com alguém tem mais chances de manter uma meta e cumpri-la. Como na fábula da tartaruga e da lebre, devagar e sempre se vence a corrida.
Estudar 15 minutos todos os dias tende a dar resultados melhores do que tentar estudar 3 horas de vez em quando. Ter parceiros de estudo, como colegas ou familiares que sabem do seu plano, também ajuda a manter a motivação e o ritmo.
12. Seja realista
Seria ótimo praticar 10 horas por dia, mas isso dificilmente vai acontecer. Reconheça os seus limites, principalmente de tempo, e trabalhe com eles. Se você só tem 15 minutos por dia, é melhor aproveitá-los bem do que fazer planos de estudar 2 horas diárias que nunca saem do papel.
Seja realista também em relação ao seu objetivo (veja a dica 3). Não faz sentido comprar um livro focado em vocabulário de viagem se você está aprendendo inglês para reuniões de trabalho.
13. Conheça o seu nível
Para reconhecer os seus limites, primeiro é preciso saber quais são eles. Fazer testes não é divertido, mas ajuda a descobrir quais áreas precisam de mais atenção. Instituições como Oxford e Cambridge oferecem os próprios testes de nível, e uma busca rápida na internet mostra outras opções. Sabendo onde você está, fica mais fácil seguir na direção certa.
14. Cuide da pronúncia desde o início
Esta dica junta as ideias de comunicação e estrutura em um conselho prático: preste atenção na pronúncia desde o começo, porque esses problemas são mais difíceis de corrigir depois. Quanto antes um erro é corrigido, menor a chance de ele virar hábito.
Sites como o ShipOrSheep.com ajudam a identificar pares mínimos (pares de palavras que se diferenciam por um único som, como ship e sheep), ouvir a pronúncia correta e imitá-la. Revisar palavras que rimam também ajuda a fixar os padrões de pronúncia.
15. Use a tecnologia a seu favor
A internet é uma excelente ferramenta para aprender idiomas. Livros continuam valiosos, mas hoje é muito mais comum praticar inglês online. Se existe algo perto de uma pílula mágica para aprender inglês, é a internet.
Leia a Wikipédia em inglês (inclusive a versão em inglês simplificado, a Simple English Wikipedia), use as redes sociais em inglês, troque mensagens, assista a vídeos no YouTube e escreva sempre que puder. Qualquer forma de prática ajuda a melhorar, então aproveite os recursos disponíveis.
Curso de inglês online: o que saber antes de escolher
Para quem quer mais estrutura, o curso de inglês online é uma forma de aprender usando a internet como principal meio de estudo. Em vez da sala de aula presencial, o aluno acessa aulas, materiais e atividades por plataformas digitais. Veja como esses cursos funcionam e o que pesa na escolha.
Formatos de curso
- Aulas gravadas: ficam disponíveis para o aluno assistir quando quiser.
- Aulas ao vivo: acontecem em horários definidos e permitem contato direto com os professores.
- Formato misto: combina aulas gravadas e ao vivo.
Não existe um modelo melhor para todo mundo: a escolha depende do seu objetivo e da forma como você aprende. O conteúdo costuma ser dividido por níveis, do básico ao avançado, e trabalhar vocabulário, gramática, leitura, escuta e, em alguns casos, conversação. Alguns cursos focam mais nas regras da língua; outros, no uso prático. Há ainda cursos voltados para áreas específicas, como trabalho, estudos ou provas de proficiência.
Vantagens e limitações
Uma vantagem é a variedade de materiais: vídeos, áudios, textos, exercícios e testes fazem parte da maioria das plataformas, o que ajuda principalmente quem aprende melhor com estímulos visuais e auditivos. Por outro lado, muito material sem uma boa organização pode atrapalhar.
O formato online também exige disciplina. Sem espaço físico nem cobrança direta, é o aluno quem precisa se organizar, e é comum começar animado e abandonar no meio do caminho por falta de constância. Isso não quer dizer que o curso seja ruim, apenas que esse formato não funciona do mesmo jeito para todos.
A interação é outro ponto de atenção. Em cursos com aulas gravadas, o contato com professores e colegas pode ser limitado, e a prática da fala, essencial no inglês, depende muito do envolvimento do aluno. Aulas ao vivo e atividades de conversação ajudam nesse aspecto, embora nem sempre resolvam todas as dificuldades.
Por fim, é preciso ter acesso à internet e um aparelho adequado. Conexão instável, pouca familiaridade com plataformas digitais ou equipamentos limitados podem prejudicar o aproveitamento.
Como escolher
A oferta é grande: escolas tradicionais que migraram para o online, plataformas independentes e aplicativos que prometem aprendizado rápido. Para não se perder, compare estes pontos antes de se matricular:
- metodologia;
- carga horária;
- tipo de suporte oferecido ao aluno;
- clareza dos objetivos do curso e se eles batem com os seus.
Também vale ajustar as expectativas: nenhum curso online garante fluência automática. O resultado depende do tempo dedicado, da prática constante e do contato com a língua fora das aulas. O curso é um apoio, não um substituto do esforço individual.
Aprender inglês é uma maratona
Seguir estas dicas não vai deixar você fluente da noite para o dia, mas vai ajudar você a melhorar de forma constante, com ou sem curso. E, antes que perceba, você vai poder abrir os olhos, fazer a sua melhor imitação do Neo e dizer: “I know English!”.