Dicas

50 dicas sustentáveis para deixar o seu dia a dia mais verde

50 dicas sustentáveis para deixar o seu dia a dia mais verde
Sumário
  1. O que é viver de forma sustentável?
  2. Por que vale a pena tentar viver de forma mais sustentável?
  3. Como se alimentar de forma mais sustentável
  4. 1. Coma mais vegetais
  5. 2. Varie os alimentos
  6. 3. Prefira porções e pratos menores
  7. 4. Compre menos ultraprocessados
  8. 5. Aposte em refeições à base de plantas
  9. 6. Trate a carne vermelha como algo ocasional
  10. 7. Não subestime a proteína vegetal
  11. 8. Aprenda a cozinhar pratos vegetarianos
  12. 9. Repense o consumo de laticínios
  13. 10. Busque alternativas ao peixe
  14. 11. Cultive seu próprio alimento
  15. 12. Dê mais espaço aos orgânicos
  16. 13. Prefira alimentos da estação e da sua região
  17. 14. Compre direto de quem produz
  18. 15. Evite o óleo de palma
  19. Como reduzir o desperdício de comida
  20. 16. Planeje antes de ir ao mercado
  21. 17. Anote o que vai para o lixo
  22. 18. Fique de olho na validade e na conservação
  23. 19. Reaproveite e congele as sobras
  24. 20. Doe o que não for usar
  25. 21. No restaurante, peça menos ou leve a sobra
  26. 22. Faça compostagem
  27. Compras com menos plástico e menos embalagem
  28. 23. Faça compras com menos plástico
  29. 24. Use sacolas reutilizáveis
  30. 25. Leve sua garrafa e seu copo
  31. 26. Prefira embalagens maiores
  32. 27. Tire os descartáveis da cozinha
  33. 28. Recicle e reaproveite as embalagens
  34. Beleza e cuidados pessoais
  35. 29. Escolha produtos de higiene e beleza orgânicos
  36. 30. Prefira suplementos de origem vegetal
  37. 31. Experimente produtos menstruais reutilizáveis
  38. Como deixar a casa mais sustentável
  39. 32. Economize água
  40. 33. Melhore o isolamento e o consumo de energia
  41. 34. Tenha plantas em casa
  42. Como consumir moda de forma sustentável
  43. 35. Prolongue a vida útil das suas roupas
  44. 36. Compre menos, mas compre melhor
  45. 37. Conheça os tecidos
  46. 38. Pense no guarda-roupa como um investimento
  47. 39. Faça algumas perguntas antes de comprar
  48. 40. Conserte, ajuste e considere peças sob medida
  49. 41. Diga não ao fast fashion
  50. 42. Cobre transparência das marcas
  51. Transporte: deixe o carro na garagem
  52. 43. Vá a pé ou de bicicleta
  53. 44. Use o transporte público
  54. 45. Divida o carro: carona e compartilhamento
  55. 46. Resolva tudo numa saída só
  56. 47. Trabalhe de casa quando possível
  57. 48. Compre pela internet com consciência
  58. Como gastar dinheiro de forma mais sustentável
  59. 49. Dê preferência a empresas sustentáveis e certificadas
  60. Como ajudar seu pet a ter uma vida mais sustentável
  61. 50. Descarte os dejetos do seu pet com responsabilidade
  62. Comece aos poucos

Basta abrir o noticiário para ter a impressão de que as mudanças climáticas não têm mais solução. Diante de um cenário tão duro, dá vontade de jogar a toalha, mas o pessimismo não leva ninguém a lugar nenhum. Governos e empresas precisam agir, sem dúvida, só que a responsabilidade não é só deles: qualquer pessoa, seja qual for a sua realidade, pode adotar atitudes diárias que diminuem a própria pegada de carbono.

Cuidar do meio ambiente não exige esforço de super-herói. Algo tão simples quanto fazer uma lista antes de ir ao mercado ou trocar a forma descartável por uma assadeira de cerâmica já faz diferença. E há um bônus: hábitos sustentáveis costumam andar junto com hábitos saudáveis e, muitas vezes, também aliviam o bolso.

A seguir, veja o que significa viver de forma sustentável e 50 dicas práticas, organizadas por área da vida: alimentação, desperdício de comida, compras e embalagens, beleza, casa, moda, transporte, dinheiro e animais de estimação. Não é preciso adotar tudo de uma vez: escolha por onde começar.

O que é viver de forma sustentável?

Em essência, sustentabilidade é atender às nossas necessidades de hoje sem comprometer a capacidade das próximas gerações de atenderem às delas. A ideia é simples de explicar, mas tem desdobramentos em praticamente todas as escolhas que fazemos, do que vai para o prato ao que guardamos no armário.

Durante muito tempo, falar em sustentabilidade era falar quase só de meio ambiente. Hoje, o conceito é bem mais amplo e envolve também questões sociais e econômicas: como as pessoas são tratadas ao longo da cadeia de produção, como as empresas se relacionam com as comunidades ao redor e como o dinheiro circula. Trocar o carro pelo transporte público ou levar o lanche de casa continuam valendo, mas a lista cresceu, e há quem inclua nessa conta até a escolha do banco em que guarda o próprio dinheiro.

Na prática, viver de forma sustentável significa reduzir a quantidade de recursos naturais que você consome e trabalhar a favor da natureza, e não contra ela. Isso não quer dizer abrir mão do conforto: muitas alternativas mais sustentáveis também trazem economia para o orçamento e benefícios para a saúde.

Por que vale a pena tentar viver de forma mais sustentável?

A concentração de dióxido de carbono na atmosfera, o principal gás de efeito estufa, vem batendo recordes e chegou a níveis que o planeta não via há milhões de anos. Cientistas e ambientalistas alertam que as próximas décadas serão decisivas: se a redução das emissões for rápida e ambiciosa o bastante, ainda é possível evitar que o aquecimento chegue a um ponto sem volta.

O progresso econômico e social do último século trouxe muitos avanços, mas também contribuiu para as mudanças climáticas, que hoje colocam em risco os sistemas dos quais dependem o nosso desenvolvimento e a nossa própria existência. Em vez de se sentir sobrecarregado, o melhor caminho é conhecer as mudanças mais fáceis de encaixar na rotina. Cada pequena atitude conta.

Como se alimentar de forma mais sustentável

Cada etapa da produção de alimentos, da embalagem ao transporte, consome energia, e alguns alimentos deixam uma pegada de carbono bem maior que outros. As dicas a seguir ajudam a equilibrar saúde, bolso e planeta.

1. Coma mais vegetais

Coloque mais frutas, verduras, legumes, feijões, ervilhas, castanhas e sementes no prato. Além de oferecerem fibras, vitaminas e minerais, esses alimentos costumam ter uma produção com emissões relativamente baixas de gases de efeito estufa, principalmente quando comparada à de muitos alimentos de origem animal.

2. Varie os alimentos

Quando a procura se espalha por uma diversidade maior de alimentos, os produtores passam a cultivar mais variedades, e isso favorece a biodiversidade de que o planeta precisa para se manter equilibrado. De quebra, uma dieta variada costuma ser mais completa do ponto de vista nutricional.

3. Prefira porções e pratos menores

Servir porções menores reduz o risco de sobras irem para o lixo e, de modo geral, faz você consumir menos. Se ainda estiver com fome, é só repetir. Nos bufês, armadilha conhecida para quem tem os olhos maiores que a barriga, começar com um prato menor ajuda a driblar a tentação: um prato pequeno e cheio dá ao cérebro a sensação de que você está aproveitando bem o que pagou, sem exageros.

4. Compre menos ultraprocessados

A industrialização dos alimentos consome bastante energia, e as embalagens de papelão e plástico geram ainda mais resíduos. Quanto mais simples e natural o alimento, menor costuma ser esse impacto. Embutidos como salame e salsicha merecem atenção especial: o ideal é reduzir bastante, já que não fazem bem nem à saúde nem ao planeta. Carnes, peixes e laticínios têm o seu papel, especialmente para crianças e adolescentes em fase de crescimento, mas pedem moderação.

5. Aposte em refeições à base de plantas

A produção de alimentos de origem animal está entre as atividades da cadeia alimentar que mais contribuem para as emissões de gases de efeito estufa. Uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos integrais, castanhas e leguminosas é uma ótima forma de comer de modo saudável e mais amigável ao meio ambiente. Não é preciso mudar tudo de uma vez: substituir algumas refeições por semana já é um bom começo.

6. Trate a carne vermelha como algo ocasional

A criação de gado ocupa mais terra e gera mais gases de efeito estufa do que a de outros animais criados para consumo. Para ter uma ideia, produzir carne bovina gera muito mais emissões do que produzir a mesma quantidade de leguminosas, como a ervilha. Por isso, vale deixar a carne vermelha para ocasiões especiais, em vez de fazer dela a base de todas as refeições.

Se uma dieta vegetariana não combina com você, troque de vez em quando a carne bovina por frango ou porco, ou corte uma ou duas porções por semana, no seu ritmo. Além do benefício ambiental, a mudança costuma aliviar o orçamento, já que a carne está entre os itens mais caros do carrinho.

7. Não subestime a proteína vegetal

É comum ouvir que comer mais vegetais deixaria a dieta pobre em proteína, mas existem muitas boas fontes de origem vegetal, e é bem provável que você já consuma várias delas: feijão, lentilha, ervilha e grão-de-bico, por exemplo. Para quem não abre mão do bom e velho arroz com feijão, a notícia é ótima: essa dupla já faz parte do caminho. Ovos e queijos também podem entrar no cardápio, com moderação.

8. Aprenda a cozinhar pratos vegetarianos

Separe algumas boas receitas e encare o desafio: em pouco tempo, você terá seus pratos vegetais favoritos. Abuse de ervas e especiarias, explore a variedade de verduras, legumes, leguminosas e grãos integrais, turbine sopas e saladas com sementes e castanhas e prefira óleos vegetais. Lembre-se de que não é preciso ser 100% vegano para fazer diferença.

9. Repense o consumo de laticínios

A produção de leite de vaca exige muito mais água do que a de bebidas vegetais. A bebida de soja usa bem menos água, e outras opções, como a de aveia, costumam exigir menos ainda. Trocar parte dos laticínios por alternativas vegetais pode reduzir bastante a sua pegada de carbono. Se a troca completa não fizer sentido, comece pelo café da manhã.

10. Busque alternativas ao peixe

A pesca excessiva coloca os oceanos sob forte pressão, e não são apenas os peixes mais consumidos que correm risco. Golfinhos, baleias e tartarugas acabam presos nas redes por acidente, a chamada captura acessória, e muitos morrem antes de serem devolvidos ao mar. Uma dica: misture grão-de-bico cozido com maionese vegana como alternativa ao patê de atum, ou empane fatias de tofu no lugar do filé de peixe.

11. Cultive seu próprio alimento

Plantar parte da própria comida garante produtos frescos, cultivados bem perto de casa, e pode ajudar a economizar nas compras. Quem cultiva sem agrotóxicos e herbicidas também evita contribuir para parte da poluição do ar e da água. Mesmo em apartamento dá para ter temperos no parapeito da janela ou tomates em vasos. E vale incluir flores que atraem polinizadores, que ajudam a combater o declínio das populações de abelhas.

12. Dê mais espaço aos orgânicos

A produção orgânica dispensa agrotóxicos e fertilizantes sintéticos, busca melhorar a saúde do solo, da água e do ar e se preocupa com o bem-estar dos animais de criação e da vida silvestre. Os orgânicos costumam custar mais do que os convencionais; se o orçamento estiver apertado, priorize apenas alguns itens. Para ter mais segurança na compra, procure o selo de certificação orgânica na embalagem.

13. Prefira alimentos da estação e da sua região

Frutas e verduras da estação costumam ser mais saborosas e pesar menos no bolso. Já alguns alimentos muito perecíveis, trazidos de longe, não aguentam longas viagens de caminhão ou navio e precisam ser levados de avião até o ponto de venda, e o transporte aéreo emite muito mais CO2 do que o marítimo. Sempre que possível, dê preferência ao que é produzido perto de você.

Prestar atenção na origem da comida também é uma forma de se reconectar com a natureza. Passar um fim de semana em contato com o verde, montar um hotel de insetos com as crianças no quintal ou escolher um caminho mais arborizado para ir ao trabalho ajudam a redescobrir, e compartilhar, o prazer de estar perto dela.

14. Compre direto de quem produz

Que tal assinar uma cesta de orgânicos de produtores locais? Na agricultura apoiada pela comunidade, conhecida como CSA (Comunidade que Sustenta a Agricultura), os participantes se cadastram para receber parte da produção e retiram toda semana uma cesta de alimentos locais e da estação, vindos de uma propriedade próxima. Você passa a fazer parte de uma rede de consumidores e agricultores que busca uma forma de produzir e comer melhor para a saúde e para o clima, e o seu dinheiro movimenta a economia local. Para começar, pesquise feiras orgânicas, grupos de consumo e produtores que entregam na sua cidade; uma conversa com os feirantes muitas vezes já abre as portas.

15. Evite o óleo de palma

O óleo de palma é extraído do fruto de uma palmeira, e a expansão desordenada dessas plantações está entre os principais motores do desmatamento em várias partes do mundo, destruindo o habitat de espécies já ameaçadas. Ele aparece em boa parte dos produtos embalados e nem sempre é fácil de identificar. Leia os rótulos com atenção e prefira fornecedores que comprovem uma origem responsável.

Como reduzir o desperdício de comida

Muito se fala sobre a quantidade de comida que consumimos, mas uma parte considerável dos alimentos nunca chega ao prato. Essa comida costuma parar em aterros sanitários, onde se decompõe e libera metano, um gás de efeito estufa bastante nocivo. Jogar comida fora também significa desperdiçar a água e a energia usadas para produzi-la.

16. Planeje antes de ir ao mercado

A regra de ouro é nunca ir ao supermercado com fome (e resistir aos doces expostos perto do caixa). Planeje as refeições da semana, anote os ingredientes de cada receita, confira a geladeira antes de sair e leve uma lista organizada por setores. Se você seguir o cardápio de verdade, vai sobrar pouca coisa. Serviços de kits de refeição, que entregam os ingredientes já porcionados, também ajudam a evitar sobras.

17. Anote o que vai para o lixo

Quer saber quanto você desperdiça? Registre cada banana passada e cada pacote de cereal pela metade que vai para o lixo ao longo da semana. Com o tempo, você vai perceber padrões e poderá ajustar as compras. Existem também aplicativos que ajudam a organizar a despensa e avisam quando algo esquecido na geladeira está perto de passar do ponto.

18. Fique de olho na validade e na conservação

Muita comida boa vai para o lixo só porque ficou esquecida no armário até vencer. Organize os alimentos de modo que os que vencem primeiro fiquem à frente, observe as instruções do rótulo, como o prazo depois de aberto, mantenha a geladeira e o freezer na temperatura adequada e guarde os perecíveis assim que chegar das compras.

19. Reaproveite e congele as sobras

Ninguém quer comer a mesma lasanha cinco noites seguidas, mas jogar as sobras fora para fugir da monotonia não é a escolha mais sustentável. O frango assado de hoje pode virar recheio de sanduíche, torta ou salpicão amanhã. Outra saída é congelar porções para os dias corridos: sopas e ensopados aguentam bem alguns meses no freezer, e carnes cozidas também podem ser congeladas.

O mesmo vale para frutas e legumes: congelados bem frescos, podem durar muitos meses, o que permite guardar a fruta da estação para quando ela sumir das feiras. Também dá para transformá-los em geleias, compotas e conservas.

20. Doe o que não for usar

Se mesmo assim você compra mais do que consegue consumir, pense em outro destino antes de jogar fora. Muitas pessoas em situação de necessidade vão agradecer por aquele pacote de pães ainda em bom estado. Procure um banco de alimentos ou uma instituição social perto de você e pergunte que tipos de doação são aceitos.

21. No restaurante, peça menos ou leve a sobra

Com porções cada vez maiores, nem sempre dá para limpar o prato. Uma alternativa é pedir uma entrada ou um prato menor no lugar do principal. Outra é levar um pote reutilizável para trazer a sobra para casa. Bônus: é uma refeição a menos para preparar depois.

22. Faça compostagem

Não é preciso morar num sítio nem ter um quintal grande. A compostagem devolve nutrientes ao solo, mantém restos de comida longe de aterros e rios e vira adubo para as plantas do jardim ou da varanda. Restos de frutas e verduras, cascas, caixas de ovos de papelão e embalagens compostáveis podem ir para a composteira. Algumas cidades têm programas de compostagem; se não for o seu caso, há composteiras domésticas compactas à venda, e também é possível montar a sua com materiais simples.

Compras com menos plástico e menos embalagem

Pratos descartáveis, garfos de plástico e sachês de ketchup parecem pequenos, mas se acumulam: embalagens e recipientes de alimentos respondem por uma parte grande do lixo que produzimos, e muitos deles permanecem por muito tempo nos aterros. Muitas empresas já buscam formas de reduzir as embalagens, e cada pessoa também pode fazer a sua parte.

23. Faça compras com menos plástico

Eliminar 100% do plástico pode parecer impossível, e tudo bem: o importante é começar. Prefira alimentos em lata, como feijão e tomate, frutas e legumes a granel e produtos vendidos em sacos de papel. Nas feiras livres e nos hortifrútis do bairro, frutas e verduras costumam ser vendidas soltas, então não há motivo para embalar cada pimentão num saquinho separado. Sacolas plásticas podem levar muito tempo para se decompor e, quando chegam ao mar, tartarugas e outros animais às vezes as confundem com comida.

Escolha também produtos com pouca embalagem (cereais que vêm só num saco, em vez de saco e caixa), evite marcas que embalam em plástico tudo o que vendem, de roupas a joias, dispense embalagens extras quando a loja oferecer a opção e, se precisar de embalagem, veja no rótulo se ela é feita de material reciclado. Para ir além, procure lojas a granel, em que você leva seus próprios potes e compra só a quantidade de que precisa.

24. Use sacolas reutilizáveis

Tenha uma boa sacola que dure anos, ou várias para levar às compras. Além de ajudar o meio ambiente, ela pode trazer alguma economia, já que em muitos lugares as sacolas plásticas passaram a ser cobradas. Deixe algumas no carro, na mochila ou perto da porta de casa para não esquecer.

25. Leve sua garrafa e seu copo

Usar garrafa de água e copo de café reutilizáveis é uma das formas mais básicas de levar uma vida mais sustentável, já que as grandes redes de cafeteria consomem quantidades enormes de copos descartáveis todos os dias. Se você já tem os seus, use-os de verdade e leve-os sempre que sair. Algumas cafeterias chegam a dar desconto para quem leva o próprio copo, então vale perguntar.

26. Prefira embalagens maiores

Um pacote grande de arroz ou macarrão usa menos plástico do que cinco pacotes pequenos. Vale levar itens não perecíveis, como massas, cereais e castanhas, em embalagens grandes ou a granel. Só não esqueça de guardar tudo em potes bem fechados para que nada estrague antes do uso.

27. Tire os descartáveis da cozinha

Usar uma forma de alumínio descartável cada vez que você assa um bolo ou um frango gera um desperdício desnecessário; algumas assadeiras de metal ou cerâmica resolvem o problema por anos. Troque também os saquinhos de chá por chá a granel com um infusor reutilizável (ele costuma ser mais fresco, enquanto saquinhos guardados por muito tempo perdem aroma e sabor). E, ao pedir comida em casa, avise que dispensa talheres, guardanapos e sachês.

28. Recicle e reaproveite as embalagens

Garrafas de suco e potes de vidro ou plástico podem virar recipientes gratuitos para plantar sementes, guardar arroz e castanhas comprados a granel, organizar objetos ou até servir de cofrinho. O plástico bolha pode proteger plantas do frio ou ser guardado para o próximo envio (mantenha esses materiais longe de crianças e animais, por causa do risco de asfixia). O que não tiver novo uso, como papelão, papel e plástico, deve seguir para a reciclagem.

Beleza e cuidados pessoais

29. Escolha produtos de higiene e beleza orgânicos

Orgânico não se limita a comida e bebida. Na hora de comprar cosméticos, procure selos que garantam que a empresa não faz testes em animais e não usa ingredientes controversos, como parabenos, ftalatos, corantes ou fragrâncias sintéticas. Também vale dar preferência a produtos com refil, pesquisar como descartar ou reciclar as embalagens e usar os pontos de coleta que muitas marcas já oferecem.

30. Prefira suplementos de origem vegetal

Dietas com muita carne costumam ter uma pegada de carbono bem maior do que as vegetarianas e, mais ainda, do que as veganas. O raciocínio vale também para os suplementos: se você usa proteína em pó, considere as versões vegetais e confira se os suplementos de beleza dispensam ingredientes de origem animal, como a gelatina.

31. Experimente produtos menstruais reutilizáveis

Ao longo da vida, cada pessoa que menstrua usa uma quantidade enorme de absorventes e tampões descartáveis, e quase tudo isso acaba em aterros. Já existem calcinhas absorventes laváveis e outras opções reutilizáveis que substituem parte desses produtos. Algumas marcas oferecem até ferramentas on-line que estimam quanto lixo você deixa de gerar com base no seu ciclo.

Como deixar a casa mais sustentável

32. Economize água

Deixar a torneira aberta enquanto lava o rosto ou ligar o chuveiro minutos antes só para a água esquentar são hábitos que precisam ficar para trás. A água é um recurso finito e, em muitos lugares, escasso. Como bônus, as contas de água e de luz agradecem. Outras dicas:

  • Junte peças para usar a máquina de lavar com a carga completa.
  • Planeje o jardim para reter melhor a umidade e regar com menos frequência.
  • Reaproveite a água sempre que possível, em vez de simplesmente jogá-la pelo ralo.

33. Melhore o isolamento e o consumo de energia

Os edifícios respondem por uma parcela importante das emissões globais de gases de efeito estufa, em boa parte por causa da energia usada para aquecer, resfriar e iluminar os ambientes. Melhorar o isolamento e vedar bem portas e janelas reduz a conta de energia, especialmente para quem usa ar-condicionado ou aquecedor, e as emissões de carbono. Se você trabalha em casa, aproveite a luz natural, desligue os equipamentos que não estão em uso e reduza o desperdício de papel.

34. Tenha plantas em casa

É uma forma ecológica e fácil de deixar a casa mais bonita. Escolha espécies adequadas à luz e ao espaço que você tem e, se for iniciante, comece pelas mais resistentes e fáceis de cuidar.

Como consumir moda de forma sustentável

35. Prolongue a vida útil das suas roupas

Usar as roupas por mais tempo já ajuda a reduzir as emissões ligadas à produção e ao descarte de vestuário: quanto mais tempo uma peça fica em uso, menos peças novas precisam ser fabricadas. Em vez de jogar fora roupas velhas ou rasgadas, experimente:

  • trocar roupas com amigos ou vender as usadas pela internet;
  • comprar em brechós em vez de comprar peças novas;
  • alugar em vez de comprar;
  • doar o que não quer mais para instituições de caridade;
  • encaminhar as peças para programas de reciclagem têxtil.

Algumas marcas já recolhem peças velhas e as transformam em novos produtos, mantendo tecidos longe dos aterros. Vale perguntar se as lojas onde você compra oferecem algo parecido.

36. Compre menos, mas compre melhor

Em vez de renovar o guarda-roupa a cada estação, invista em algumas peças de qualidade que você vai gostar de usar por muitos anos. Uma roupa bem-feita que dura bastante costuma sair mais barata por uso do que várias peças que se desgastam rápido. Pesquisar marcas de roupas éticas e de joias produzidas de forma responsável ajuda a fazer escolhas melhores.

37. Conheça os tecidos

Se não for possível comprar de segunda mão, informe-se sobre os materiais. Alguns são melhores para o planeta, como os fios feitos de plástico reciclado retirado dos oceanos ou as fibras produzidas com celulose de madeira de manejo sustentável. Desconfie de coleções “sustentáveis” que usam algodão reciclado, mas misturam o tecido com poliéster. No caso das joias, prefira materiais reciclados, como a prata reciclada.

38. Pense no guarda-roupa como um investimento

Enxergue o guarda-roupa como um patrimônio, formado por peças que continuam tendo valor depois de usadas. Antes de comprar, pense no valor de revenda e em quantas vezes a peça poderia ser alugada. Serviços de aluguel e de revenda de roupas estão cada vez mais comuns e estendem a vida útil de cada item.

39. Faça algumas perguntas antes de comprar

Costuma navegar pela seção de “novidades” dos sites de roupa? Antes de finalizar a compra, pergunte a si mesmo:

  • Com que frequência vou usar essa peça?
  • É uma boa compra ou só um impulso do momento?
  • Ela vale o dinheiro que custa?
  • Eu realmente preciso dela?
  • Se eu esperar 30 dias, ainda vou querer?

Essa pausa ajuda a evitar as compras por impulso.

40. Conserte, ajuste e considere peças sob medida

Nunca foi tão fácil consertar ou ajustar roupas: aplicativos e serviços conectam você a costureiras e ateliês de reparo, e as lojas de ajustes continuam firmes em muitos bairros. Consertar reduz o desperdício e dá nova vida ao que você já tem. Peças sob medida também tendem a durar mais, porque vestem bem e são escolhidas com cuidado, e muitos ateliês trabalham com tecidos de estoques limitados ou sobras de produção, que acabariam em aterros.

41. Diga não ao fast fashion

As grandes redes de fast fashion lançam coleções em ritmo acelerado, o que estimula a compra por impulso e o descarte rápido. Para ocasiões especiais, uma alternativa é alugar a roupa em vez de comprar. Dá para ficar bem-vestido sem sacrificar o meio ambiente.

42. Cobre transparência das marcas

As marcas têm a responsabilidade de oferecer informações claras e precisas para que o consumidor decida bem. Questione mensagens confusas, pergunte sobre a origem dos produtos e exija honestidade. Quanto mais consumidores fizerem isso, maior a pressão por mudanças reais.

Transporte: deixe o carro na garagem

A poluição do ar está entre os maiores riscos ambientais para a saúde no mundo e afeta ainda mais os grupos vulneráveis, como as crianças. Trocar o carro por formas de deslocamento mais sustentáveis ajuda a economizar, melhora o condicionamento físico e reduz os gases de efeito estufa que lançamos na atmosfera. Para quem precisa dirigir, trocar o carro por um modelo mais eficiente e menos poluente é uma opção; se não for possível, ou se você quiser algo mais barato, experimente as dicas abaixo.

43. Vá a pé ou de bicicleta

Boa parte dos trajetos que fazemos de carro é curta. Nessas distâncias, uma caminhada ou a bicicleta poderiam substituir muitas viagens e reduzir as emissões de forma significativa. Caminhar é muito mais eficiente, em termos de energia, do que andar de carro, e ainda inclui mais movimento na rotina.

44. Use o transporte público

Trocar o carro pelo metrô ou pelo trem reduz bastante as emissões por passageiro, e o ônibus também emite menos por pessoa transportada do que o carro particular. Encarar um vagão lotado pode desanimar, mas sobra tempo para responder mensagens, ler um livro ou simplesmente descansar.

45. Divida o carro: carona e compartilhamento

Cada carro a menos nas ruas significa menos combustível queimado e, de quebra, um trânsito menos pesado na hora do rush. Combine caronas com colegas ou use aplicativos de carona compartilhada. Outra opção são os serviços de compartilhamento de veículos, que permitem pegar um carro quando for preciso e devolvê-lo ao terminar, sem gastar com compra e manutenção. Eles podem reduzir o consumo de energia e as emissões, principalmente quando o veículo é híbrido ou elétrico.

46. Resolva tudo numa saída só

Trajetos curtos são os piores para o consumo, porque o motor frio precisa de tempo para aquecer a cada nova partida. Juntar mercado, lavanderia e farmácia numa única saída economiza combustível, tempo ao volante e emissões.

47. Trabalhe de casa quando possível

Deixar de enfrentar o trajeto diário até o escritório economiza com transporte e roupas, poupa a dor de cabeça do trânsito e ainda reduz as emissões.

48. Compre pela internet com consciência

Comprar on-line pode evitar deslocamentos de carro, mas só reduz a sua pegada de carbono se você evitar a entrega expressa, reunir vários itens num mesmo pedido para diminuir o número de envios e preferir marcas que usam embalagens mais sustentáveis.

Como gastar dinheiro de forma mais sustentável

49. Dê preferência a empresas sustentáveis e certificadas

Cada compra funciona como um voto no tipo de empresa que queremos ver crescer. Cuidado, porém, com o “greenwashing”: a prática de vender uma imagem ecológica que não corresponde ao que a empresa realmente faz. À medida que a sustentabilidade ganha importância, crescem também os chavões de marketing.

Uma forma de se proteger é procurar selos éticos e certificações independentes, como a de Empresa B, que avalia o impacto social e ambiental do negócio como um todo, e não apenas o discurso. Selos assim não resolvem tudo, mas ajudam a separar o compromisso real da propaganda e a colocar a sustentabilidade no centro da agenda dos negócios.

Como ajudar seu pet a ter uma vida mais sustentável

50. Descarte os dejetos do seu pet com responsabilidade

Quase ninguém pensa em quanto lixo o animal de estimação produz. Recolha sempre os dejetos, use saquinhos biodegradáveis e descarte corretamente. A compostagem de dejetos de pets é possível, mas exige cuidados e não é indicada para adubar hortas de alimentos. Para gatos, vale experimentar alternativas à areia de argila, como os granulados de madeira ou de papel reciclado.

Comece aos poucos

Mudar tudo de uma vez é receita para frustração. Uma abordagem mais realista é definir pequenas metas: trocar a carne por vegetais em uma refeição por semana, levar a garrafa reutilizável sempre que sair ou juntar os compromissos numa saída só. Transforme essas escolhas em hábito e, aos poucos, acrescente outras. É assim que uma rotina mais verde se constrói, com ganhos para o planeta, para a saúde e para o bolso.