Tecnologia

Inteligência artificial: o que é, limites e por que Elon Musk a teme

O que é inteligência artificial e porque Elon Musk a teme?
Sumário
  1. O que é inteligência artificial?
  2. O que a inteligência artificial já consegue fazer
  3. Quais são as desvantagens e os limites da inteligência artificial?
  4. Aprender rápido e se adaptar ainda é coisa de gente
  5. Falta bom senso
  6. Reconhece padrões, mas não explica as próprias decisões
  7. Conversar de verdade ainda é difícil
  8. A inteligência artificial pode superar os humanos?
  9. O que Elon Musk acha da inteligência artificial?
  10. Até que ponto a tecnologia pode criar dificuldades para os humanos?
  11. A tecnologia nunca é “só uma ferramenta”
  12. Por que nos apegamos aos robôs?
  13. Onde as máquinas cabem no trabalho
  14. Vício em tela ou espelho?
  15. Simulação ou realidade?
  16. Quando a tecnologia vira parte de quem somos
  17. Robôs no cuidado de idosos: ajuda ou risco?
  18. Para concluir

Afinal, o que é inteligência artificial e por que Elon Musk a teme? Você certamente já ouviu falar em IA (ou AI, de artificial intelligence). Até pouco tempo atrás, muito do que se dizia sobre ela parecia ficção científica. Hoje, ferramentas como o ChatGPT, da OpenAI, e o Midjourney mostram que aquilo que parecia um sonho distante virou uma realidade palpável: programas que escrevem textos, traduzem idiomas e criam imagens a partir de um simples pedido.

A seguir, veja o que é inteligência artificial, o que ela já consegue fazer, onde ainda tropeça, se pode superar os humanos e por que a relação entre pessoas e máquinas levanta tantas perguntas.

O que é inteligência artificial?

Quando o termo “inteligência artificial” foi cunhado, na década de 1950, o sonho era criar tecnologias mais inteligentes que os humanos. Desde então, a pesquisa teve altos e baixos, mas ganhou força com o aprendizado de máquina e, em especial, com o aprendizado profundo (deep learning), a estratégia mais usada hoje. O que torna o aprendizado profundo poderoso é o uso de redes neurais artificiais, redes de neurônios digitais inspiradas no cérebro humano. A maioria dos grandes avanços recentes da IA foi possibilitada por essa tecnologia.

A IA já está no dia a dia de muita gente. Um dos aparelhos mais populares que a utilizam é o Echo, com a assistente Alexa, da Amazon: basta pedir para tocar a sua música favorita e pronto. Os modelos mais básicos são bastante acessíveis, o que ajudou a levar esse tipo de tecnologia para dentro de casa. Mas o salto mais impressionante veio com os programas capazes de conversar, escrever e desenhar a partir de comandos em texto.

O que a inteligência artificial já consegue fazer

Hoje, sistemas de IA executam uma variedade de tarefas melhor e mais rápido que os humanos. Até a criatividade, um campo considerado inacessível às máquinas por muito tempo, entrou no alcance. O programa AlphaGo Zero superou seu antecessor no Go, o jogo de tabuleiro chinês, fazendo jogadas nunca imaginadas por humanos. Ele não foi treinado com dados de partidas humanas, apenas com jogos entre computadores, o que mostrou que um sistema de IA pode ir além dos dados que recebe.

Na medicina, a IA também já mostrou resultados concretos. Antes de uma cirurgia ou de radioterapia, é preciso identificar as bordas de um tumor para evitar danos à área ao redor, o que é especialmente difícil nos tumores cerebrais, que se espalham pelo tecido saudável. Pesquisadores do Moffitt Cancer Center, nos Estados Unidos, treinaram uma rede de aprendizado profundo para delimitar esses tumores em exames de ressonância magnética. Estudos anteriores usavam pelo menos quatro exames de alta qualidade por paciente; a equipe usou apenas dois exames de nível clínico, obtidos ao longo de três décadas, com aparelhos e fabricantes muito diferentes. Em vez de depender do consenso caro e demorado de vários radiologistas, a rede fazia a análise em segundos.

Para avaliar o resultado, 20 especialistas compararam às cegas, lado a lado, os contornos feitos por humanos e pela IA, dando notas de 0 a 10. Em média, a IA foi mais bem avaliada que os técnicos. Segundo J. Ross Mitchell, responsável pela área de inteligência artificial do Moffitt, foi a primeira comparação desse tipo com julgamento independente de especialistas, e ela mostrou que a IA pode perceber erros cometidos por humanos e aprender a ignorá-los, contrariando a ideia de que um modelo é sempre tão bom quanto os dados usados para treiná-lo. A expectativa é que esse tipo de ferramenta possa ser oferecido a outros hospitais e adaptado a outros tipos de câncer.

Quais são as desvantagens e os limites da inteligência artificial?

Apesar do avanço, nem tudo é perfeito. A tradução feita por IA, por exemplo, ainda está longe de ser impecável: tem dificuldade com palavras de duplo sentido, com linguagem figurada e com o contexto. E a arte gerada por esses programas não é totalmente original. O processo funciona como uma síntese, uma mistura de conceitos já existentes reproduzida de modo automático, sem o toque de individualidade e de criatividade humana.

Aprender rápido e se adaptar ainda é coisa de gente

A grande força humana está em aprender depressa e se adaptar a tarefas novas, e esse é um obstáculo real para a IA. Um sistema chegou a levar até 924 horas para dominar um jogo de computador relativamente simples que uma pessoa comum aprende em 15 minutos. E, se apenas uma regra fosse alterada, ele teria de reaprender o jogo inteiro do zero.

Falta bom senso

Quando a IA erra, tende a errar feio. Ficou famoso o vídeo de um menino que pediu à Alexa para tocar uma música infantil e recebeu como resposta a oferta de um conteúdo adulto. Nenhuma pessoa interpretaria o pedido daquela forma: falta aos sistemas uma das habilidades humanas mais subestimadas, o bom senso.

Reconhece padrões, mas não explica as próprias decisões

No fim das contas, o aprendizado profundo ainda é reconhecimento de padrões. As redes conseguem associar entradas a saídas, mas não raciocinam sobre as decisões que tomam, e o processo de aprendizado é uma caixa-preta para nós e para a própria IA. Para chegar a sistemas que realmente entendam, muitos pesquisadores defendem uma abordagem híbrida, que combine o aprendizado profundo com técnicas mais antigas de aprendizado de máquina e torne o processo mais transparente.

Conversar de verdade ainda é difícil

Chatbots e assistentes digitais já fazem parte de serviços e aplicativos, mas uma conversa completamente natural com uma máquina continua difícil. Na competição Alexa Prize, equipes de pesquisa disputaram uma bolsa de US$ 1 milhão para criar um chatbot capaz de manter uma conversa significativa por pelo menos 20 minutos; em duas edições seguidas, ninguém levou o prêmio principal, e o melhor resultado de uma delas ficou em cerca de nove minutos e meio.

Parte do problema é o contexto. Para serem úteis de verdade, os assistentes precisam observar e entender o ambiente e interpretar melhor as pessoas, que nem sempre dizem exatamente o que querem dizer. A mesma frase pode ter significados completamente diferentes conforme o tom de voz. Isso não exige dar autoconsciência aos robôs nem fazê-los parecer humanos, mas sim criar sistemas que pensem e se comuniquem de forma mais parecida com a nossa.

A inteligência artificial pode superar os humanos?

Uma pesquisa das universidades de Oxford, no Reino Unido, e Yale, nos Estados Unidos, ouviu 352 pesquisadores que apresentaram trabalhos em duas das maiores conferências de aprendizado de máquina do mundo. Pelas estimativas deles, contadas a partir da época do levantamento, a IA poderia superar os humanos em todas as tarefas em cerca de 45 anos, e todos os trabalhos humanos poderiam ser automatizados em cerca de 120 anos. As projeções incluíam máquinas traduzindo idiomas por volta de 2024, escrevendo redações do ensino médio até 2026, dirigindo caminhões até 2027, trabalhando no varejo até 2031, escrevendo um best-seller até 2049 e realizando cirurgias até 2053. Parte dessas previsões, como traduzir idiomas e escrever textos, já está ao alcance de ferramentas como o ChatGPT. Os pesquisadores asiáticos deram prazos bem mais curtos que os norte-americanos: 30 anos, contra 74, para a IA superar os humanos em todas as tarefas, o que sugere que a cultura influencia a forma como cada um enxerga a tecnologia.

Os mesmos pesquisadores estimaram em apenas 5% a chance de a IA levar a um resultado extremamente ruim, como a extinção humana. Ouvida pela revista New Scientist, a pesquisadora Eleni Vasilaki, da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, ponderou que há cada vez mais evidências de que as máquinas podem superar a inteligência humana em tarefas complexas e específicas, mas poucas de que uma IA com a mesma versatilidade da inteligência humana surgirá em breve.

No trabalho, a aposta é numa IA que ajuda as pessoas, em vez de substituí-las. Em muitas tarefas, os funcionários devem ser apoiados por “cobots”, robôs colaborativos capazes de interagir com os colegas humanos de forma natural e de se adaptar a tarefas novas sem repetir todo o processo de aprendizado. E esses colegas não serão só máquinas com cara de robô: muitos estarão embutidos em programas, celulares e óculos.

O que Elon Musk acha da inteligência artificial?

Elon Musk, bilionário da Tesla e da SpaceX, já fez parte da direção da OpenAI, mas deixou o projeto por divergências. Ele afirmou diversas vezes que considera a inteligência artificial a maior ameaça à humanidade. Na visão dele, se a tecnologia for desenvolvida sem limites, pode chegar o momento em que ela se volte contra nós, e a partir do instante em que uma IA tiver vontade própria, será praticamente impossível reverter o processo. Por isso, Musk defende muito cuidado no desenvolvimento dessas ferramentas.

Parece roteiro de filme, mas não é algo impossível de imaginar. Até agora, nenhum programa apresenta esse tipo de ameaça, porque nenhuma IA chegou a esse nível. Ainda assim, a evolução acontece a passos largos, e não dá para prever até onde ela chegará nas próximas décadas. É por isso que a ética se tornou uma das discussões centrais da área: organizações que pesquisam e desenvolvem IA precisam se proteger ativamente contra abusos e criar freios e contrapesos que cresçam junto com a inovação, para que essas tecnologias sejam seguras e mereçam a confiança do público.

Até que ponto a tecnologia pode criar dificuldades para os humanos?

Durante muito tempo, a tecnologia pareceu algo externo, que existia apenas para nos servir: o carro, o avião, o micro-ondas. Hoje, o que impressiona não é só ela estar em toda parte, mas o quanto se tornou íntima. Há quem viva identidades paralelas em jogos on-line, crianças que se apegam a bichinhos virtuais que pedem cuidado e uma geração que encara com naturalidade computadores vestíveis. O cinema há tempos traduz essa ansiedade, de “Matrix”, com a humanidade conectada a uma realidade virtual sem perceber, a “A.I. – Inteligência Artificial”, em que uma mãe se debate com o que sente por David, um menino robô programado para amá-la.

Universidades e centros de pesquisa que formam boa parte das cabeças por trás das empresas de tecnologia passaram a estudar não só o que a tecnologia faz por nós, mas o que ela faz conosco: como afeta a forma como pensamos, nos relacionamos e enxergamos a nós mesmos. A seguir, as principais questões dessa conversa.

A tecnologia nunca é “só uma ferramenta”

Algumas décadas atrás, só especialistas trabalhavam com computadores. Hoje, arquitetos, médicos, empresários, professores e alunos dependem deles, e os programas mudaram a forma como cada um pensa o próprio trabalho. O PowerPoint é um bom exemplo: criado para o mundo corporativo, virou ferramenta comum nas escolas. Ajuda a organizar ideias, mas, para uma criança pequena, tem limitações, porque incentiva a resumir tudo em tópicos em vez de abrir uma conversa, e as listas com marcadores não favorecem a troca de ideias ainda pouco formadas. Levar para a sala de aula uma tecnologia pensada para a sala de reuniões não basta.

Fabricamos objetos com enorme poder emocional e repetimos que “a tecnologia é só uma ferramenta”. Mas quem usa um e-mail, um programa de editar fotos ou uma agenda eletrônica vê neles significados, lembranças e, às vezes, uma extensão de si mesmo.

Por que nos apegamos aos robôs?

Pense numa babá robô: ela certamente seria mais interativa do que a televisão, que já faz esse papel para muitas crianças, mas a ideia de uma criança criando vínculo com uma máquina que se apresenta como companheira causa um certo arrepio. A pergunta mais reveladora talvez não seja se um robô pode nos amar, mas por que nós somos capazes de amar os robôs. Criamos máquinas à nossa imagem, nos conectamos a elas com facilidade e ficamos vulneráveis a essa ligação. Quando um robô faz contato visual, acompanha o olhar de uma criança e gesticula, ela reage como se estivesse diante de um ser que sente, e o mesmo acontece com brinquedos simples em forma de bichinho. Perguntada se o brinquedo está vivo, a criança raramente fala do que ele sabe fazer: fala do que sente por ele.

Há uma explicação psicológica para isso. Num tempo que alguns críticos descrevem como marcado pela solidão e pelo medo da intimidade, o computador oferece a ilusão de companhia sem exigir intimidade. Ao mesmo tempo, robôs que parecem ter vontades próprias não se encaixam tão bem nas fantasias infantis quanto uma boneca de pano, e algumas crianças preferem os antigos bichinhos virtuais, que “precisavam” mais delas. O apego vai longe: há donos que não desligam seus robôs sem um ritual de “boa noite”, quem queira “enterrá-los” em cemitérios virtuais e quem diga que um cachorro robô é melhor que um de verdade, porque nunca morre. A questão, no fim, é o que o próprio amor passa a significar.

Onde as máquinas cabem no trabalho

Já existem máquinas capazes de medir, sem nada invasivo, sinais como a reação elétrica da pele, a temperatura e a dilatação das pupilas, e “avisar” que um executivo está nervoso. Elas vão bem em transmitir informações num treinamento, mas encorajar pessoas e construir relações talvez continue sendo tarefa humana. A maioria das pessoas não quer receber a notícia de uma morte por meio de uma máquina, e muita gente consideraria desrespeitoso ser demitido por um robô.

Ainda assim, a disposição para conversar com máquinas é antiga. A ELIZA, um dos primeiros programas de conversa, imitava um terapeuta apenas devolvendo ao usuário o que ele tinha dito, e mesmo usuários experientes faziam confidências a ela. Quando alguém diz preferir um terapeuta ou um juiz robô, muitas vezes está, na verdade, criticando profissionais humanos que se deixam levar por interesses ou preconceitos.

Vício em tela ou espelho?

O medo do “vício em computador” costuma estar ligado à internet. Mas quem tira mais proveito da vida on-line é quem a encara com autorreflexão, perguntando-se como suas identidades virtuais se relacionam com desejos e necessidades não atendidos. Para alguns, a rede é um palco para repetir conflitos; para outros, uma oportunidade de enfrentá-los, uma espécie de pausa para experimentar, algo que a cultura já não oferece aos jovens.

Diante de um filho que passa tempo demais na internet, o primeiro passo dos pais é ter curiosidade sobre o que ele faz por lá: a vida na tela pode apontar para algo que está faltando no resto da vida. É mais produtivo enxergar a internet como uma mancha de tinta, daquelas de testes psicológicos, em que cada um projeta o que traz dentro de si, do que como um anestésico.

Simulação ou realidade?

Há o risco real de confundir as duas coisas. Há relatos de crianças que acharam uma água-viva de verdade “muito realista” e de visitantes de um parque com animais vivos que saíram decepcionados porque os bichos se mexiam menos que os robôs de outras atrações. Quando a imitação vira a referência do que é real, surge uma pergunta para os negócios: é correto vender simulações como se fossem a coisa real?

As máquinas também mudaram a forma como nos definimos. Quando nos comparávamos aos animais, a inteligência nos tornava especiais. Quando um campeão mundial de xadrez perdeu para um computador, o consolo foi que ao menos o humano sentia a derrota. Agora que cães e gatos robóticos se comportam como se tivessem emoções, muita gente passa a buscar a diferença na biologia: o robô pode até ser inteligente, mas não tem coração nem sangue de verdade. Um raciocínio simulado pode até ser um raciocínio, mas um sentimento simulado nunca é um sentimento.

Quando a tecnologia vira parte de quem somos

A fronteira entre pessoas e máquinas fica cada vez mais turva: construímos máquinas com materiais biológicos e implantamos no corpo dispositivos como bombas de medicamento e desfibriladores. Se alguém recebeu um órgão transplantado, mudou o rosto com cirurgias e toma remédios para render mais no trabalho, continua sendo a mesma pessoa? Para muita gente, passou a ser natural que o próprio “eu” inclua o medicamento ou a conexão permanente com a internet.

Para a maioria, isso não acontece com aparelhos sofisticados, mas com o celular, que é um computador que levamos junto ao corpo. Quem já perdeu todo o conteúdo do telefone conhece a sensação de perder uma parte de si. A tecnologia deixou de ser uma ferramenta, virou uma espécie de prótese e hoje faz parte de quem somos.

Robôs no cuidado de idosos: ajuda ou risco?

No Japão, casas de repouso já usam robôs que entregam remédios, medem a pressão e fazem companhia aos idosos, e há quem considere esse cuidado mais respeitoso do que trazer cuidadores de outras culturas. O risco é a robótica servir de justificativa para políticas que não destinam tempo e dinheiro suficientes ao cuidado humano. Mas a realidade é mais complexa: há equipes de enfermagem que compraram bonecas robóticas com o próprio dinheiro para dar aos moradores um assunto em comum, um uso que ninguém esperava e que se mostrou promissor.

Robôs não amam. Podem demonstrar um tipo adequado de cuidado, como lembrar o horário do remédio ou chamar a enfermeira, mas idosos se afeiçoam a eles, e pode ser frustrante se o robô nem sequer chama a pessoa pelo nome. Talvez não devamos deixar que as máquinas digam o que não são capazes de sentir.

O caminho é discutir os propósitos humanos e as escolhas de design antes que uma tecnologia vire padrão. Os exoesqueletos com braços hidráulicos que ajudam equipes de saúde a levantar, virar e dar banho em pacientes debilitados são um bom exemplo. Eles podem ser projetados e vendidos como mais um guindaste frio num ambiente de saúde já impessoal, ou como uma extensão de quem cuida. Para alguém que precisou levantar a mãe doente da cama inúmeras vezes, a diferença é enorme: o braço robótico é um guindaste industrial ou uma extensão do toque de uma filha?

Para concluir

A inteligência artificial já faz coisas impressionantes, da criação de imagens à análise de exames médicos, mas ainda carece de bom senso, de contexto e da capacidade humana de se adaptar rapidamente. A chance de as máquinas se voltarem contra nós é vista como pequena pelos próprios pesquisadores, o que não dispensa cuidado e regras éticas. E, talvez mais importante, a pergunta não é só o que as máquinas vão conseguir fazer, mas como nós seremos ao conviver com elas. Quanto mais conscientes formos como usuários, mais exigentes seremos como consumidores e criadores de tecnologia. Se você quer saber quais áreas devem crescer junto com a IA, veja também as tecnologias em alta e as inovações que podem mudar o mundo.