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Tecnologias em alta: 11 áreas em crescimento e inovações do futuro

Tecnologias em alta: 11 áreas em crescimento e inovações do futuro
Sumário
  1. 11 tecnologias em alta para aprender e adotar
  2. 1. Blockchain e DeFi
  3. 2. Inteligência artificial (IA)
  4. 3. Realidade aumentada (RA) e realidade virtual (RV)
  5. 4. Cibersegurança
  6. 5. Rede 5G
  7. 6. IoT (Internet das Coisas)
  8. 7. Aprendizado de máquina (machine learning)
  9. 8. Fintech
  10. 9. Computação em nuvem
  11. 10. Assistentes de voz
  12. 11. Tecnologia verde
  13. Tecnologias do futuro: ideias que podem mudar o mundo
  14. Robô que lê sinais do cérebro
  15. Ossos impressos em 3D
  16. O “gêmeo digital” que acompanha a sua saúde
  17. Olhos artificiais
  18. Neurônios artificiais em chips de silício
  19. Captura direta de carbono do ar
  20. Avião movido a hidrogênio
  21. Bateria de carro elétrico que carrega em 10 minutos
  22. Tijolos que armazenam energia
  23. Relógio inteligente movido a suor
  24. Concreto “vivo” e robôs feitos de células
  25. Laticínios feitos em laboratório
  26. Fazendas flutuantes
  27. Aeroportos para drones e táxis voadores
  28. Internet para todos
  29. Apagar incêndios florestais com som
  30. Hologramas realistas
  31. Roupas que conseguem ouvir
  32. Funeral sustentável
  33. Para concluir

Quem empreende e procura tecnologias para uma startup ou ideia de negócio, ou quem gosta do assunto e quer novas habilidades para avançar na carreira, ganha muito ao saber onde estão as áreas em alta. A seguir, veja 11 áreas da tecnologia que vêm crescendo rapidamente e algumas inovações que, ainda em desenvolvimento, podem mudar a forma como vivemos, cuidamos da saúde e enfrentamos a crise climática.

Os últimos anos deixaram uma lição importante: quando bem usada, a tecnologia pode melhorar nossa vida de muitas maneiras. Durante a pandemia, quando boa parte dos escritórios, agências bancárias e comércios fechou as portas, videochamadas, transferências digitais e serviços de streaming ajudaram a manter a rotina de muita gente. E as últimas décadas mostraram que o progresso científico não acontece só de forma lenta e constante: ele também dá saltos enormes.

11 tecnologias em alta para aprender e adotar

As tecnologias emergentes têm enorme potencial, mas muitas de suas aplicações práticas ainda estão sendo exploradas. Isso faz delas uma ótima escolha para quem quer atualizar suas habilidades ou desenvolver novos produtos.

1. Blockchain e DeFi

O blockchain é uma das tecnologias mais comentadas da atualidade, em boa parte pela busca por sistemas mais transparentes e que dispensem intermediários. Na prática, é uma rede descentralizada e distribuída, formada por milhares de computadores interligados, chamados de nós, sem um dono nem um intermediário central. Cada transação registrada é processada e validada pelos nós participantes, o que reduz bastante o risco de fraudes e de erros humanos. Muitas redes blockchain são públicas e, por isso, transparentes.

A tecnologia pode ser aplicada em finanças, segurança digital, sistemas de votação, computação em nuvem, saúde, pagamentos internacionais, proteção de identidade, negociação de criptomoedas e tokenização de ativos. Embora esse potencial seja reconhecido, boa parte das aplicações ainda não saiu do papel.

Junto com o blockchain, ganha força o DeFi, sigla em inglês para finanças descentralizadas: a ideia de oferecer serviços financeiros sem depender de bancos ou de outros intermediários tradicionais, como empréstimos diretos entre pessoas (peer-to-peer) e investimentos feitos diretamente entre usuários. Por ser um campo novo, porém, ainda envolve riscos e pede cautela.

2. Inteligência artificial (IA)

A inteligência artificial é daquelas tecnologias de que se ouve falar há anos, mas que ainda está longe de ter todo o seu potencial explorado. Em termos simples, ela busca dar às máquinas algo parecido com a capacidade humana de raciocinar. A tendência é que continue na linha de frente do desenvolvimento tecnológico, com um mercado em forte expansão e aplicações em praticamente todos os setores. Smartphones e outros dispositivos, por exemplo, já usam IA para aprender com o comportamento do usuário e ajustar o que oferecem.

A IA chegou também ao mundo da arte. Já existem programas, como o DALL-E, da OpenAI, que criam imagens inteiras a partir de uma descrição escrita, o chamado prompt. Basta digitar algo como “um cachorro de chapéu de caubói cantando na chuva” para receber uma série de imagens originais, muitas vezes no estilo artístico escolhido. A tecnologia ainda não é perfeita: às vezes as imagens saem com detalhes distorcidos ou elementos sem sentido. No futuro, ferramentas assim podem servir para montar exposições, dar às empresas acesso rápido a ilustrações originais ou mudar de vez a forma como os memes são criados.

As oportunidades vão de aplicativos com IA a ferramentas inteligentes de análise de dados para o mercado financeiro. Para entender melhor o que a tecnologia já faz e quais são seus limites, veja o nosso guia sobre o que é inteligência artificial.

3. Realidade aumentada (RA) e realidade virtual (RV)

Quando ganharam destaque, a realidade aumentada e a realidade virtual eram vistas como inovações revolucionárias, mas ainda não chegaram ao uso em massa que se esperava. Hoje, aparecem principalmente em educação e treinamento, jogos e entretenimento. A realidade aumentada sobrepõe elementos digitais ao mundo real, como textos, gráficos e sons. Já a realidade virtual cria um ambiente artificial em 3D, com o qual o usuário interage por meio de óculos e controles específicos.

Em uma mudança que chamou muita atenção, a empresa dona do Facebook passou a se chamar Meta, marcando a aposta no chamado metaverso, uma espécie de internet imersiva acessada principalmente por realidade virtual e aumentada. Entre os projetos anunciados pela companhia estava um headset avançado, de codinome Project Cambria, pensado para quem buscava a experiência mais sofisticada possível, com rastreamento dos olhos e do rosto para deixar os avatares mais precisos. Com Meta, Google, Sony e outras gigantes investindo pesado na área, a tendência é que a tecnologia continue evoluindo.

4. Cibersegurança

Conforme a internet cresceu, as ameaças digitais cresceram junto. A cibersegurança cuida da proteção de usuários e dados contra invasões, malware, phishing, ataques de negação de serviço (DoS) e muitos outros riscos. Os crimes cibernéticos se multiplicaram, a ponto de existirem equipes policiais especializadas no tema. A demanda por segurança digital e por aplicativos e plataformas especializados é evidente, o que faz da área uma das mais promissoras, seja para construir um negócio, seja para avançar na carreira.

5. Rede 5G

O 5G, quinta geração das redes móveis, oferece internet mais rápida e a capacidade de conectar muitos dispositivos ao mesmo tempo. Ele melhora, por exemplo, o desempenho das redes de Internet das Coisas, com uma conexão mais estável e veloz. Combinado com outras tecnologias, abre espaço para robótica conectada à nuvem, controle remoto de máquinas, carros autônomos e automação industrial. Dependendo do seu setor, dá para desenvolver soluções baseadas em 5G para atender melhor os clientes.

6. IoT (Internet das Coisas)

Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês) é a rede formada por objetos físicos conectados pela internet, que se comunicam e trocam dados entre si. O exemplo mais conhecido é a casa inteligente, em que TVs, geladeiras, smartphones e aparelhos de ar-condicionado ficam ligados à rede doméstica e podem ser controlados por uma interface comum, pelo toque ou por comandos de voz. Bem implementada, a IoT torna processos mais eficientes e econômicos em inúmeros nichos.

7. Aprendizado de máquina (machine learning)

O aprendizado de máquina (ML, na sigla em inglês) está diretamente ligado à inteligência artificial, mas o foco não é criar máquinas que “pensam”, e sim dar a elas a capacidade de aprender com dados e experiências anteriores e se adaptar automaticamente. As aplicações aparecem em saúde, finanças, reconhecimento de imagem e de voz, educação, previsão de trânsito, comércio eletrônico e análise de dados. Um exemplo é o sistema que sugere produtos com base no histórico de compras. O ML já faz parte do presente, e há muito espaço para criar produtos baseados nele.

8. Fintech

O termo “fintech” junta as palavras em inglês para finanças e tecnologia e se refere ao uso da tecnologia para melhorar a forma como as transações financeiras são feitas e gerenciadas. Entre os exemplos mais comuns estão as criptomoedas, as plataformas de transferência internacional, os sistemas de pagamento instantâneo, como o Pix, e os bancos digitais. Ainda há muito espaço para novas soluções, como um aplicativo de pagamentos que aceite criptomoedas.

9. Computação em nuvem

A computação em nuvem já existe há alguns anos, mas ainda tem muito espaço para crescer. Ela consiste em usar recursos de computação pela internet sem precisar gerenciar a infraestrutura, como quem aluga capacidade de processamento e armazenamento e paga pelo uso. Além de guardar dados, a nuvem serve para comunicação, reuniões de equipe, ensino a distância, colaboração em tempo real e marketing. Se a sua ideia de negócio pode funcionar pela internet e precisa de processamento ou armazenamento seguro e barato, vale olhar com atenção.

10. Assistentes de voz

Com assistentes como Alexa, Siri e Google Assistente, muita gente já se acostumou a dar comandos falados aos aparelhos para pesquisar na internet ou tocar uma música. Com inteligência artificial, esses assistentes também podem analisar a experiência do usuário e oferecer serviços personalizados. Há muito espaço para aplicativos integrados a eles, e a área é interessante para quem quer dar um passo à frente na carreira.

11. Tecnologia verde

As tecnologias verdes, ou sustentáveis, são soluções de baixa emissão de carbono que evoluem constantemente. Na geração de energia renovável, incluem a energia solar fotovoltaica, a eólica, a geotérmica, a das marés, a hidrelétrica, o hidrogênio renovável, as células de combustível, o armazenamento de energia, as redes inteligentes, a geração distribuída, o aquecimento solar e soluções híbridas, como painéis solares integrados a edificações ou a áreas agrícolas. Adotá-las pode reduzir a pegada de carbono e fortalecer a imagem de uma empresa. Várias das inovações a seguir vão nessa direção.

Tecnologias do futuro: ideias que podem mudar o mundo

Algumas inovações em desenvolvimento parecem saídas da ficção científica. Pesquisadores, engenheiros e empresas do mundo todo trabalham em soluções que podem transformar o nosso dia a dia. Muitas ainda estão em fase de teste ou de prova de conceito, mas mostram para onde a tecnologia pode caminhar.

Robô que lê sinais do cérebro

Pesquisadores da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), na Suíça, combinaram aprendizado de máquina, braços robóticos e interfaces cérebro-computador para que pessoas tetraplégicas possam interagir com o ambiente. No experimento, o braço robótico executa tarefas simples, como desviar de obstáculos, enquanto o algoritmo usa uma touca de eletroencefalograma (EEG) para identificar quando a pessoa considera um movimento errado, como chegar perto demais de um obstáculo. Com o tempo, o sistema se ajusta às preferências de cada usuário, e a tecnologia pode dar origem a cadeiras de rodas controladas pelo pensamento.

Ossos impressos em 3D

A impressão 3D promete de tudo, de casas mais baratas a equipamentos de proteção acessíveis, mas uma das aplicações mais curiosas é a fabricação de ossos. A Ossiform usa o fosfato tricálcico, material com propriedades parecidas com as do osso humano, para criar substitutos ósseos sob medida. O hospital envia o exame de imagem do paciente, a empresa cria o modelo 3D do implante e, depois da aprovação do cirurgião, a peça é impressa. Com uma estrutura cheia de poros e canais, onde as células se fixam, o implante vai sendo remodelado pelo próprio corpo até virar osso irrigado por vasos sanguíneos, com a ideia de recuperar por completo a função do osso substituído.

O “gêmeo digital” que acompanha a sua saúde

Inspirada nas salas médicas de Star Trek, que escaneavam o corpo inteiro em busca de doenças, a americana Q Bio desenvolveu um scanner capaz de medir muitos biomarcadores em pouco tempo, de níveis hormonais à gordura no fígado, passando por marcadores de inflamação e sinais de diferentes tipos de câncer. Os dados formam um avatar 3D do corpo do paciente, o gêmeo digital, atualizado a cada novo exame. A expectativa da empresa é abrir caminho para uma medicina mais preventiva e personalizada e ajudar os médicos a identificar quem precisa de atendimento mais urgente.

Olhos artificiais

Os olhos biônicos estão na ficção científica há décadas, e a pesquisa real começa a alcançá-la. Em Israel, cirurgiões implantaram uma córnea artificial em um paciente idoso cego dos dois olhos, que conseguiu ler e reconhecer os familiares assim que o curativo foi retirado; o implante foi projetado para se integrar ao tecido sem ser rejeitado. Na Bélgica, cientistas desenvolveram uma íris artificial para lentes de contato inteligentes, capazes de corrigir diferentes problemas de visão. E, na Austrália, pesquisadores da Universidade Monash testaram óculos com câmera que enviam os dados para um implante na superfície do cérebro, proporcionando uma visão básica.

Neurônios artificiais em chips de silício

Um projeto liderado pela Universidade de Bath, no Reino Unido, criou em chips de silício neurônios artificiais que reproduzem em detalhes as propriedades elétricas de neurônios reais. Eles consomem uma fração mínima da energia exigida pelos microprocessadores usados em outras tentativas, e por isso os pesquisadores esperam usá-los em implantes médicos para tratar doenças como insuficiência cardíaca e Alzheimer.

Captura direta de carbono do ar

As árvores continuam sendo uma das melhores formas de retirar dióxido de carbono da atmosfera, mas novas tecnologias prometem fazer o mesmo ocupando menos espaço. A captura direta do ar (DAC, na sigla em inglês) retira o CO2 do ar e o armazena em formações geológicas no subsolo ou o combina com hidrogênio para produzir combustíveis sintéticos. Já existem instalações funcionando, mas os modelos atuais consomem muita energia. Se esse consumo cair, a DAC pode se tornar um dos avanços mais importantes para o meio ambiente.

Avião movido a hidrogênio

As emissões de carbono são um grande problema da aviação comercial. No Reino Unido, um projeto do Instituto de Tecnologia Aeroespacial, em parceria com o governo britânico, apresentou o conceito de uma aeronave de médio porte movida inteiramente a hidrogênio líquido, com capacidade para algumas centenas de passageiros. Se sair do papel, a tecnologia poderá permitir voos de longa distância sem emissão de carbono, ligando continentes diretamente ou com uma única escala.

Bateria de carro elétrico que carrega em 10 minutos

O carregamento rápido é peça-chave para popularizar os carros elétricos, mas pode desgastar as baterias de íon-lítio, porque o deslocamento dos íons entre os eletrodos não funciona bem em temperaturas mais baixas. Pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, descobriram que aquecer rapidamente a bateria durante a carga e depois resfriá-la evita a formação de depósitos de lítio. A bateria deles se aquece sozinha, com uma fina folha de níquel, e o resfriamento ficaria por conta do sistema de refrigeração do carro. A pesquisa, publicada na revista científica Joule, mostrou que é possível carregar um carro elétrico em cerca de 10 minutos.

Tijolos que armazenam energia

Pesquisadores da Universidade Washington em St. Louis, nos Estados Unidos, desenvolveram um método para transformar o tijolo vermelho comum em um supercapacitor, capaz de armazenar energia como uma bateria. Um revestimento condutor chamado PEDOT penetra na estrutura porosa do tijolo e o transforma em eletrodo, e o óxido de ferro, pigmento que dá a cor avermelhada, ajuda no processo. A pesquisa ainda é uma prova de conceito, mas paredes feitas com esses tijolos poderiam armazenar energia e ser recarregadas muitas vezes.

Relógio inteligente movido a suor

Engenheiros da Universidade de Glasgow, na Escócia, criaram um supercapacitor flexível que usa suor no lugar do eletrólito das baterias convencionais. Feito de tecido de poliéster e celulose revestido por uma fina camada de polímero, ele fica totalmente carregado com uma quantidade muito pequena de líquido e aguenta milhares de ciclos de dobra. A motivação é ambiental e de segurança: baterias convencionais costumam usar materiais pouco sustentáveis, difíceis de descartar, e uma bateria danificada num dispositivo vestível pode vazar líquidos tóxicos sobre a pele.

Concreto “vivo” e robôs feitos de células

Pesquisadores da Universidade do Colorado em Boulder desenvolveram um concreto vivo, feito com areia, gel e bactérias, que é estruturalmente resistente, consegue se regenerar e é mais ecológico que o concreto comum, um dos materiais mais consumidos do planeta. A equipe acredita que ele abre caminho para construções que reparam as próprias rachaduras, retiram toxinas do ar e até brilham quando acionadas.

Em outra frente, os xenobots, pequenos robôs feitos com células-tronco de embriões de sapo e desenvolvidos com a participação da Universidade de Vermont, nos Estados Unidos, são descritos como uma nova categoria: organismos vivos e programáveis. Um dia, eles poderão navegar pelo corpo humano para levar medicamentos a áreas específicas ou recolher microplásticos nos oceanos.

Laticínios feitos em laboratório

A produção tradicional de laticínios responde por uma parcela importante das emissões globais de gases de efeito estufa. Um número crescente de empresas de biotecnologia trabalha em versões de laboratório de leite, sorvete, queijo e até ovos. No caso do leite, a maioria aposta na fermentação para obter as proteínas, como as do soro e a caseína, em vez de cultivar células. Alguns produtos já chegaram ao mercado em outros países, e o esforço agora é reproduzir o sabor e o valor nutricional do leite comum. Há até pesquisadores desenvolvendo muçarela de laboratório que derrete bem na pizza.

Fazendas flutuantes

Cada vez mais pessoas vivem nas cidades, e boa parte da comida consumida nelas vem de longe. Fazendas instaladas no mar ou em lagos perto das cidades poderiam encurtar esse caminho. Um projeto de arquitetura propõe uma estrutura de três andares coberta por painéis solares: no andar do meio, hortaliças são cultivadas sem solo, apenas com nutrientes dissolvidos em água, e esses nutrientes e os restos de plantas descem para alimentar peixes criados em tanques fechados no andar de baixo. As unidades, pensadas para funcionar em conjunto, poderiam produzir toneladas de alimentos por ano em lugares que dependem de importação, como cidades em regiões desérticas.

Aeroportos para drones e táxis voadores

O alívio para cidades congestionadas pode vir do céu. Em Coventry, no Reino Unido, um projeto piloto de centro de transporte para drones de entrega e táxis aéreos elétricos, alimentado por um gerador a hidrogênio, foi criado como prova de conceito. A ideia é substituir parte das vans de entrega e dos carros particulares por pequenas aeronaves elétricas, um tipo de veículo em desenvolvimento por fabricantes como Hyundai e Airbus. Para isso, autoridades de aviação civil estudam corredores aéreos ligando os centros das cidades a aeroportos e centros de distribuição.

Internet para todos

Uma parcela considerável da população mundial ainda não está conectada, por motivos econômicos e sociais ou porque o sinal simplesmente não chega onde ela vive. Balões de alta altitude e drones testados por grandes empresas não avançaram como o esperado. Empresas como a Hiber apostaram em microssatélites do tamanho de uma caixa de sapatos, em órbita baixa: ao passar sobre uma região, o satélite ativa um modem e transmite os dados. Eles dão várias voltas na Terra por dia e já levaram conexão a lugares extremos, como a Antártida.

Apagar incêndios florestais com som

Como o som é formado por ondas de pressão, ele pode perturbar o ar ao redor do fogo e cortar o fornecimento de oxigênio para as chamas. Pesquisadores da Universidade George Mason, nos Estados Unidos, demonstraram com um extintor sônico que, na frequência certa, o fogo se apaga, e as frequências mais graves funcionam melhor. Um dia, drones talvez consigam combater incêndios florestais dessa forma.

Hologramas realistas

Os hologramas existem, mas continuam difíceis de produzir em grande escala, porque exigem um volume de dados muitas vezes maior que o de uma tela comum de alta definição. Pesquisadores da Universidade de Cambridge e da Disney Research criaram os tijolos holográficos, que geram partes de uma imagem maior e as juntam em imagens 3D grandes e sem emendas visíveis, reduzindo bastante os dados necessários. No futuro, isso pode levar os hologramas para filmes, jogos e telas digitais.

Roupas que conseguem ouvir

Pesquisadores do MIT, nos Estados Unidos, criaram um tecido capaz de detectar batimentos cardíacos, palmas e até sons muito fracos. Segundo a equipe, ele poderia ser usado em roupas inteligentes para pessoas cegas, em edifícios para identificar rachaduras ou tensões na estrutura e até em redes de pesca, para captar os sons dos peixes.

Funeral sustentável

O fim da vida também deixa pegada de carbono: uma cremação libera uma boa quantidade de dióxido de carbono. Em alguns lugares dos Estados Unidos, já é possível optar pela compostagem humana, em que o corpo é colocado numa câmara com cascas de árvore, terra e palha e, em poucas semanas, vira solo que pode ser devolvido a um jardim ou floresta; a empresa responsável afirma que o processo emite bem menos CO2 que a cremação. Uma startup criou ainda um “traje de cogumelos”, já usado em sepultamentos, que ajuda a decompor o corpo e a neutralizar toxinas. Outra opção é a hidrólise alcalina, permitida em alguns lugares, que decompõe o corpo numa câmara pressurizada em algumas horas e também gera menos emissões que os métodos tradicionais. A maioria dessas alternativas não depende de tecnologia nova, só de aceitação da sociedade.

Para concluir

O cenário tecnológico muda depressa. As 11 áreas em alta mostram onde estão as oportunidades mais concretas para quem quer empreender ou se qualificar, e as inovações em desenvolvimento dão uma ideia de como a saúde, a energia, a alimentação e as cidades podem mudar nas próximas décadas. Acompanhar essas novidades e adaptar a elas a forma de trabalhar é um caminho importante para crescer de forma consistente. Se quiser sugerir outra tecnologia para a lista, deixe sua mensagem nos comentários.