Como salvar uma pequena empresa em dificuldades

Sumário
- Antes de tudo, não desista
- Causas comuns de fracasso e como evitá-las
- Crescer mais rápido do que é possível administrar
- 10 atitudes para salvar um negócio em crise
- 1. Mude a sua mentalidade
- 2. Faça uma análise SWOT
- 3. Conheça seu público-alvo e seu cliente ideal
- 4. Defina metas SMART e crie um plano
- 5. Corte custos e defina prioridades de pagamento
- 6. Cuide do fluxo de caixa
- 7. Converse com os credores em vez de fugir deles
- 8. Organize a sua empresa
- 9. Pare de perder tempo com tarefas repetitivas
- 10. Mantenha o foco nos clientes
- 3 grandes viradas de empresas famosas
- Apple
- Starbucks
- Lições da recuperação da Starbucks
- Best Buy
- Seus pensamentos e atitudes fazem diferença
Vamos começar pela parte menos animadora. Abrir e administrar um pequeno negócio pode ser arriscado e, em alguns momentos, assustador. Muitas empresas fecham as portas antes de conseguir se firmar no mercado, e a rotina de quem empreende costuma trazer obstáculos que nem sempre aparecem no planejamento inicial.
Um dos motivos mais comuns para o fechamento de pequenas empresas é o fluxo de caixa insuficiente, ou seja, a falta de dinheiro disponível para cobrir as despesas do dia a dia.
E esse não é o único problema. Outros motivos frequentes para o fracasso de pequenos negócios são:
- Começar com pouco dinheiro, sem uma reserva para os primeiros meses
- Não ter um plano de negócios consistente, o que inclui pesquisar pouco sobre o mercado e sobre o próprio negócio
- Errar na precificação ou deixar de considerar todos os custos na hora de definir o preço
- Ser otimista demais em relação às vendas, ao capital necessário e ao esforço que será preciso para dar certo
- Não reconhecer as próprias fraquezas e não buscar ajuda de outras pessoas
Vamos olhar com mais calma para essas causas na próxima seção. Não é de surpreender que muitos donos de pequenas empresas percam a confiança e desistam cedo demais quando os tempos ficam difíceis. Só que, em muitos casos, essa é justamente a reação que deveria ser evitada.
Apesar desse cenário desafiador, existem atitudes que você pode tomar para melhorar a saúde do seu negócio e virar o jogo.
Antes de tudo, não desista
Muitos desses desafios fazem parte da vida de quem empreende. Por isso, é importante respirar fundo, recuperar o foco e não jogar a toalha. Não deixe que as dificuldades apaguem o entusiasmo e a motivação que levaram você a abrir o negócio.
Pense nos momentos difíceis como as “dores do crescimento” da infância. Muita gente se lembra daquelas dores nas pernas e nas articulações que apareciam enquanto o corpo se desenvolvia, até chegar à altura de hoje.
A mesma lógica vale para um negócio novo. A sensação de que o tempo nunca é suficiente ou de que você passa o dia inteiro apagando incêndios provavelmente é bem familiar. Essas são as dores do crescimento de uma empresa.
Na verdade, são dificuldades comuns a muitas pequenas empresas, e elas têm solução. O perigo está em deixar que esses problemas pesem demais sobre o negócio ou sobre o próprio empreendedor, a ponto de levar à desistência. Por isso, nunca é demais reforçar: dê um passo atrás, avalie a situação geral da empresa e procure identificar a causa real do problema. Muitas vezes, é algo que ainda pode ser corrigido a tempo de evitar o fechamento.
Neste guia, reunimos informações importantes, especialmente úteis se a sua empresa estiver passando por um momento delicado. Você vai encontrar:
Os motivos mais comuns que levam pequenas empresas a enfrentar dificuldades e fechar
O que fazer para evitar que o seu negócio quebre
Lições de grandes empresas que passaram por crises e conseguiram dar a volta por cima
Se você é um pequeno empresário apaixonado pelo que faz, siga com a gente.
Causas comuns de fracasso e como evitá-las
Como dissemos, os problemas de fluxo de caixa estão entre os principais motivos para o fechamento de pequenas empresas, mas não são os únicos. Veja outras causas frequentes.
Não conhecer o mercado e os clientes
Abrir um negócio sem pesquisar a fundo o público-alvo, o perfil do cliente ideal e os hábitos de compra desse cliente é um caminho arriscado, que pode terminar em fracasso.
Não ter uma estratégia de preços bem definida
Preços altos ou baixos demais prejudicam as vendas. Sem o equilíbrio certo entre tendências de mercado, qualidade do produto, necessidades do cliente, diferenciais e preço adequado, a empresa tem dificuldade para se sustentar.
Não saber planejar a necessidade de capital
Seja uma empresa nova, seja uma em expansão, é preciso ter capital suficiente. Mas só isso não basta. Calcular mal quanto dinheiro será necessário, subestimar esse valor ou recorrer ao tipo errado de financiamento pode levar o negócio ao fracasso.
Não se antecipar nem reagir às mudanças da concorrência, da tecnologia e do mercado
É perigoso acreditar que o que funcionou no passado vai continuar funcionando para sempre. Empresas que ignoram as mudanças no mercado, os movimentos da concorrência, a evolução da tecnologia ou a importância de testar novas ideias correm um risco muito maior de fracassar.
Achar que dá para fazer tudo sozinho
Um dos maiores desafios de quem empreende é abrir mão de parte do controle e confiar em outras pessoas para executar o trabalho. Quando o dono não consegue delegar nem pedir ajuda, o negócio tende a travar e, em muitos casos, a fracassar.
Crescer mais rápido do que é possível administrar
A velha fábula da lebre e da tartaruga traz uma lição valiosa para os negócios: quando o assunto é crescimento, devagar e sempre costuma vencer. Pode parecer estranho, mas muitas empresas quebram justamente por crescer depressa demais. Por mais tentador que seja abraçar todas as oportunidades de uma vez, um crescimento estável, previsível e bem administrado é muito mais saudável do que picos de vendas descontrolados, que a estrutura da empresa não consegue acompanhar.
Talvez o seu negócio esteja enfrentando agora um desses problemas comuns. Não é uma situação fácil nem agradável, mas há medidas que podem ajudar a reverter o quadro e colocar a empresa de volta no caminho certo.
10 atitudes para salvar um negócio em crise
1. Mude a sua mentalidade
Antes de qualquer outra medida, é preciso mudar a forma de encarar a situação. Quando a empresa está com problemas, é fácil cair no desânimo e enxergar apenas o copo meio vazio. Mas, se você quer recuperar o negócio, mudar a mentalidade não é opcional.
Sabemos que isso é mais fácil de dizer do que de fazer, principalmente quando aquela voz interior insiste em mensagens negativas, como “você vai fracassar”, “você não tem coragem de correr esse risco” ou “não adianta tentar de novo”. Esse tipo de pensamento precisa ser silenciado o quanto antes.
Siga estes passos para lidar com a voz interior negativa:
Reconheça: perceber esse pensamento é o primeiro passo para assumir o controle. Ao prestar atenção em quantas vezes essa voz atrapalha o seu dia, você vai se surpreender com a frequência com que ela aparece e impede você de fazer coisas importantes.
Questione: quando a voz interior disser algo negativo, como “você não consegue fazer isso”, conteste. Pergunte a si mesmo se aquilo é realmente verdade.
Silencie: depois de reconhecer e questionar esse pensamento, aprenda a desligá-lo. Uma dica é imaginar que você tem um controle remoto para a voz negativa e apertar o botão de “mudo” sempre que ela aparecer.
Substitua: troque o diálogo negativo por frases positivas. Diga a si mesmo algo como “eu consigo fazer isso”, “sou forte o bastante para superar esse obstáculo” ou “estou aprendendo e crescendo a cada dia”, e acredite nisso.
Uma mentalidade positiva e flexível vai ajudar você a colocar em prática as outras medidas para salvar o negócio, além de melhorar o seu bem-estar e aumentar a sua confiança.
2. Faça uma análise SWOT
A análise SWOT, também conhecida no Brasil como análise FOFA, é um exercício estratégico que ajuda a identificar as forças, as fraquezas, as oportunidades e as ameaças do seu negócio. Ela serve para avaliar o desempenho atual, descobrir onde estão os problemas (adequação do produto ao mercado, preços, processos internos etc.) e encontrar pontos que podem ser melhorados.
Uma forma simples de começar é montar um quadro dividido em quatro partes e preencher cada uma com sinceridade. Com esse diagnóstico em mãos, fica mais fácil planejar os próximos passos do início ao fim. Se precisar de apoio, instituições como o Sebrae oferecem orientação a pequenos empreendedores.
3. Conheça seu público-alvo e seu cliente ideal
Quanto melhor você conhecer o seu público-alvo e o seu cliente ideal, mais fácil será definir onde concentrar os esforços, entender como o seu produto ou serviço atende às necessidades e resolve as dores desse cliente, compreender como ele toma a decisão de compra e ajustar a estratégia do negócio.
4. Defina metas SMART e crie um plano
Liste as metas SMART da sua empresa. Isso traz mais clareza e facilita manter o foco no que realmente importa.
SMART é uma sigla em inglês que resume as características de uma boa meta:
Específica: clara o bastante para ser totalmente compreendida
Mensurável: permite acompanhar o progresso e saber quando foi atingida
Alcançável: pode ser cumprida com os recursos disponíveis
Relevante: tem relação direta com o seu plano geral
Temporal: tem um prazo definido, com data para ser cumprida
Em seguida, monte um plano para colocar essas metas em prática. Pense em quais etapas serão necessárias, quanto tempo cada uma vai levar e quem vai ajudar você em cada fase.
5. Corte custos e defina prioridades de pagamento
Para manter as portas abertas, talvez seja preciso “cortar gordura”, ou seja, reduzir custos. Comece pelas despesas supérfluas ou desnecessárias. Depois, procure outras áreas em que é possível economizar, como gastos com viagens ou o consumo de água e energia, que pesam nas contas do mês. Se a empresa funciona em um imóvel alugado, converse com o proprietário para ver se ele aceita reduzir ou renegociar o aluguel. O último lugar onde você deve cortar é nas pessoas. Se a situação estiver muito difícil, avalie todas as alternativas antes de partir para demissões, sempre respeitando a legislação trabalhista.
6. Cuide do fluxo de caixa
Como vimos no início deste guia, os problemas de fluxo de caixa estão entre as principais causas de fechamento de pequenas empresas. Sem uma entrada constante de dinheiro, não é de surpreender que muitos negócios fiquem sem fôlego e acabem quebrando.
Faça projeções de fluxo de caixa para acompanhar o que entra e o que sai. Use essas projeções para estimar vendas e despesas e ter uma ideia de quanto dinheiro estará disponível na conta da empresa. Também vale tornar a gestão mais eficiente: emita as cobranças no prazo e acompanhe de perto os clientes que ainda não pagaram. Ferramentas de cobrança e de controle financeiro podem simplificar essa tarefa, economizar tempo e ajudar você a receber mais rápido.
7. Converse com os credores em vez de fugir deles
Se você é como a maioria dos donos de pequenas empresas, provavelmente tem dívidas para pagar. Muitos empreendedores enxergam a dívida como sinal de fracasso, mas ela faz parte da rotina de muitos negócios. O importante é não se deixar paralisar pelas pendências nem evitar os credores. Fugir só piora a situação.
Em vez disso, procure seus credores, explique a situação e apresente um plano para quitar o que deve. Muitos deles se mostram dispostos a negociar quando percebem que você tem a intenção real de pagar.
8. Organize a sua empresa
A organização costuma ser deixada de lado por muitos empreendedores. A falta dela pode trazer prejuízos concretos, como desperdício de tempo e de dinheiro, além de arranhar a reputação da empresa, aumentar o estresse e dificultar um trabalho produtivo.
Reservar um tempo para organizar o negócio ajuda a economizar tempo no longo prazo, traz mais tranquilidade, reduz o estresse e libera espaço na agenda para você se dedicar ao que realmente faz diferença no seu trabalho.
9. Pare de perder tempo com tarefas repetitivas
Não há dúvida de que donos de pequenas empresas têm muito trabalho. Administrar um negócio envolve uma série de tarefas repetitivas, e fazer tudo manualmente consome um tempo precioso. Quando essas atividades são automatizadas, você economiza dinheiro e ganha tempo para pensar no crescimento da empresa.
10. Mantenha o foco nos clientes
Manter os clientes satisfeitos nunca foi tão importante. As pessoas estão cada vez mais exigentes e, quando uma empresa não corresponde às expectativas, muitas compartilham a insatisfação nas redes sociais e vão procurar outra opção. É uma verdade dura, mas faz parte da realidade dos negócios. Investir em atendimento personalizado e em ferramentas que ajudem a conhecer melhor cada cliente é uma boa forma de conquistar e fidelizar o público.
3 grandes viradas de empresas famosas
Sabemos que o seu negócio não é a Apple, a Starbucks ou a Best Buy, mas vale a pena olhar para empresas que passaram por momentos muito difíceis e protagonizaram algumas das recuperações mais conhecidas do mundo corporativo.
Vamos ver de perto os problemas que essas grandes empresas enfrentaram.
Apple
Quando se fala em recuperação de empresas, a Apple talvez seja a história mais famosa. Para quem é mais jovem, pode até soar estranho.
A Apple já foi uma empresa em dificuldades?
Parece impossível!
Mas é verdade.
Houve uma época em que a gigante da tecnologia esteve à beira da falência. A empresa acumulava prejuízos enormes, e muita gente na imprensa já dava o seu fim como certo.
Depois de perceber que tinha sido um erro deixar Steve Jobs sair, a Apple tomou a decisão acertada de trazê-lo de volta. A tarefa era assustadora, mas isso não o intimidou. Ele agiu rápido e tomou três medidas importantes para mudar o rumo da empresa e transformá-la na marca que conhecemos hoje. Veja o que foi feito:
- Aliar-se ao “inimigo”: a Microsoft. O acordo com a antiga rival envolveu um investimento que deu fôlego financeiro à Apple e garantiu a presença de programas da Microsoft, como o Office e o Internet Explorer, no Mac.
- Concentrar-se nos produtos principais. Com o produto central voltando a ter sucesso, a empresa passou a ampliar seu portfólio e lançou o iMac, o iPod e o iPhone.
- Abrir lojas próprias, as Apple Stores, para colocar seus produtos em destaque diante do público.
Como dono de uma pequena empresa, você talvez não consiga fechar parcerias com grandes corporações, como a Apple fez, mas pode tirar boas lições dessa história.
Lições da recuperação da Apple
Dica 1: Não tenha medo de tomar decisões difíceis para colocar o negócio de volta nos trilhos. Isso pode significar cortar itens caros e eliminar despesas.
Dica 2: Não tenha medo de experimentar. Teste coisas novas. Se não der certo, tudo bem: aprenda com o erro e ajuste a estratégia rapidamente.
Dica 3: Se o seu produto ou serviço não está vendendo bem, volte à prancheta. Primeiro, confira se você está falando com o público certo e se ele realmente precisa do que você oferece. Se o problema não for o público, verifique se o produto ou serviço resolve de fato o problema a que se propõe. Se não resolver, é hora de mudar.
Dica 4: Às vezes, basta incluir um novo produto ou serviço para melhorar os números de vendas.
Starbucks
Em 2008, a Starbucks estava longe de viver um bom momento. A empresa enfrentava dificuldades financeiras depois de crescer rápido demais e acabou tropeçando nas próprias pernas. Lembra das dores do crescimento?
Quando a crise econômica chegou, as pessoas começaram a buscar opções mais baratas para o cafezinho do dia a dia. Embora tivesse boa qualidade, o café da Starbucks sempre foi caro. Como resultado, a empresa precisou fechar centenas de lojas e cortar milhares de postos de trabalho.
Nesse período, Howard Schultz, que já havia comandado a empresa, voltou ao cargo de CEO. Ao reassumir, com a economia em piora, ele percebeu que o crescimento acelerado tinha feito a companhia se esquecer de atrair os clientes às lojas com novidades. Além disso, a Starbucks enfrentava a concorrência de redes que vendiam café por preços mais baixos.
Ele sabia que era preciso mudar o rumo para salvar a empresa. Entre as primeiras medidas que tomou ao voltar, estão:
Cortar gordura, fechando as lojas com desempenho ruim.
Pedir aos funcionários que enviassem por e-mail sugestões para melhorar as lojas.
Fechar temporariamente as lojas para treinar as equipes.
Reformular a comunicação da marca, dando mais espaço às redes sociais.
A Starbucks pode ter perdido o foco em meio ao crescimento acelerado, mas recuperou o rumo e encontrou a combinação certa para sair da crise e se consolidar como uma das maiores redes de cafeterias do mundo.
Lições da recuperação da Starbucks
Dica 1: Volte ao que fez a sua empresa se destacar no começo. No meio do caminho, é fácil perder as experiências e os produtos ou serviços personalizados que os clientes tanto valorizam.
Dica 2: Volte ao básico, mas não pare de inovar. Pense em novas formas de fazer as coisas. Mude os processos que consomem tempo e dinheiro demais ou teste maneiras diferentes de tornar a marca mais conhecida. Adotar novas tecnologias e formas de trabalhar pode fazer toda a diferença.
Dica 3: Pessoas e ideias importam. Ouça o que funcionários e clientes têm a dizer. As opiniões e sugestões deles podem inspirar mudanças que você nem imaginaria se tentasse resolver tudo sozinho. Além disso, garanta que toda a equipe esteja bem treinada, para que todos ofereçam sempre uma experiência personalizada.
Best Buy
Com o avanço do comércio eletrônico e o crescimento das compras pela internet, as lojas físicas passaram a sentir o impacto no caixa. Nem os grandes varejistas escaparam: a Best Buy, rede americana de eletrônicos, também enfrentou dificuldades, e sua antiga rival Circuit City chegou a falir.
A boa notícia é que a Best Buy conseguiu se reinventar e se manter como uma das principais redes de lojas físicas de eletrônicos dos Estados Unidos. Depois de alguns anos de queda nas vendas e de problemas com a gestão anterior, a empresa nomeou um novo CEO, que lançou uma estratégia chamada “Renew Blue”, focada nos fundamentos do negócio. Estas foram algumas das medidas adotadas para salvar a empresa:
- Fechar de forma estratégica as lojas com baixo desempenho e eliminar o que não agregava valor.
- Lançar produtos exclusivos e novos serviços (como cobrir o preço da concorrência e entregas mais rápidas) para melhorar a experiência do cliente.
- Integrar a experiência on-line à das lojas físicas, atendendo às diferentes formas de comprar.
Desde então, a Best Buy concluiu essa estratégia de recuperação e passou a se concentrar em novas etapas de crescimento.
Lições da recuperação da Best Buy
Dica 1: Evolua junto com o mercado. Pense em diferentes maneiras de oferecer o seu produto ou serviço. Não espere que o cliente venha até você: ofereça a praticidade de que ele precisa, indo até ele ou entregando o mais rápido possível.
Dica 2: Invista na experiência do cliente. Não perca a esperança quando estiver competindo com gigantes do comércio eletrônico, que investem pesado em entregas rápidas e automação. Concentre seu tempo e sua energia naquilo que a tecnologia não substitui: o toque humano. Crie uma experiência personalizada que os seus clientes vão adorar.
Dica 3: Corte custos sem alarde. Uma recuperação quase sempre exige economia. Encontre formas criativas de reduzir despesas sem que os clientes percebam. O mesmo vale para a equipe: demissões devem ser o último recurso, lembrando que o sustento das pessoas está em jogo.
Mesmo que a sua empresa não seja uma gigante bilionária como Apple, Starbucks e Best Buy, dá para aprender muito com a experiência delas e usar essas lições quando o negócio estiver em crise e você não souber por onde começar.
Seus pensamentos e atitudes fazem diferença
Se a sua pequena empresa está em dificuldades, é natural sentir frustração e ter a confiança abalada. É difícil não se frustrar quando aquilo que você tentou construir não saiu como o esperado. Mas duvidar da própria capacidade pode prejudicar o negócio e reduzir as chances de recuperação.
Lembre-se: administrar uma pequena empresa pode ser uma das experiências mais desafiadoras e, ao mesmo tempo, mais recompensadoras da vida. O fracasso faz parte da trajetória de quem empreende, mas não impediu muitos empreendedores de seguir em frente, e não deve impedir você. Muitos empresários bem-sucedidos passaram por tropeços antes de acertar.
Mudar a mentalidade, acreditar em si mesmo e encarar os momentos difíceis como aprendizado vai ajudar você a sair da estagnação.
As pequenas empresas que dão certo costumam ter quatro características em comum, que vale a pena qualquer empreendedor adotar.
4 características comuns de donos de pequenas empresas bem-sucedidas:
- Conhecimento: entendem o mercado e confirmam que existe demanda pelo produto ou serviço antes de desenvolvê-lo.
- Inovação: entram no mercado de um jeito diferente, que os destaca da concorrência.
- Persistência: mantêm-se firmes e não desistem.
- Humildade: contam com um mentor que os orienta no início e ao longo das mudanças constantes do mundo dos negócios.
Com as informações deste guia, você pode começar a agir agora mesmo e fazer diferença no seu negócio. Tudo começa por você, com uma mudança de mentalidade.
Não tenha medo de sair da zona de conforto e tentar algo diferente. Vá em frente e permita-se fazer a diferença, porque o trabalho das pequenas empresas importa.