Saúde financeira: sinais de alerta e sinais de que tudo vai bem

Sumário
- Sinais de que a sua saúde financeira não vai bem
- Não sobra nada para imprevistos
- Você gasta mais do que ganha
- Sempre tem uma conta atrasada
- As compras do dia a dia vão para o cartão e o cheque especial
- Você raramente paga o total da fatura
- Não existe reserva de emergência
- Um empréstimo paga o outro
- Você evita falar ou pensar em dinheiro
- Sinais de que as suas finanças andam bem
- Você sabe quanto ganha e quanto gasta
- Você paga todas as contas em dia
- Você usa o cartão com controle e não atrasa a fatura
- Você tem uma reserva de emergência
- Você se planeja para realizar os seus sonhos
- Você investe com informação
- Como passar de uma lista para a outra
Quando estamos doentes, o corpo costuma mostrar por meio de sintomas que algo não anda bem: dor de cabeça, sono excessivo, manchas na pele, enjoos frequentes. Esses sinais são um aviso para buscar ajuda e começar o tratamento antes que o problema se agrave.
Com o dinheiro acontece algo parecido. A saúde financeira também dá sinais quando não anda bem das pernas, e reconhecê-los cedo facilita a recuperação. Do outro lado, quem já pagou as dívidas, planejou o orçamento e se esforça para não gastar mais do que ganha costuma se perguntar: “será que estou fazendo tudo direitinho?”. Nos dois casos, vale conhecer os sinais de alerta e os sinais positivos e comparar cada um deles com a sua realidade.
Sinais de que a sua saúde financeira não vai bem
Não sobra nada para imprevistos
Sabe aquele meme do salário caindo na conta e indo embora logo em seguida? Se, assim que o dinheiro chega, você paga as contas do mês e não sobra praticamente nada, é um indicativo de que algo pode estar errado. O ideal é que sobre alguma coisa para bancar um imprevisto, como comprar remédios, consertar o carro ou arrumar algo que quebrou em casa. Se isso soa familiar, entenda por que não sobra dinheiro.
Você gasta mais do que ganha
Você até sabe quanto recebe por mês e tenta manter os gastos fixos baixos, mas está sempre comprando alguma coisinha a mais: a blusinha no centro da cidade ou no shopping, a comida por delivery sempre que bate a vontade de comer algo diferente, o barzinho ou o restaurante com a galera.
Quando o salário acaba, o cartão de crédito entra em cena para bancar esses agrados e diversões. Resultado: todo mês você gasta bem mais do que ganha.
Sempre tem uma conta atrasada
Mês após mês, a situação continua tão apertada que você quase sempre precisa escolher quais contas vai pagar e quais vão ficar em atraso. O que parece uma gestão esperta das contas é, na verdade, um problema grave, porque você está sempre pagando multas e juros.
As compras do dia a dia vão para o cartão e o cheque especial
Usar o cartão de crédito ou o cheque especial para cobrir um imprevisto é uma coisa. Outra bem diferente, e bem mais problemática, é depender dos dois para fazer as compras básicas do dia a dia porque o dinheiro da conta acabou antes do fim do mês.
Você raramente paga o total da fatura
Outro sinal de alerta é quase nunca ter dinheiro para pagar a fatura inteira do cartão e acabar parcelando o valor ou fazendo apenas o pagamento mínimo. Se isso acontece com frequência, você está comprando mais do que deve no cartão. Pior: ainda gasta mais, porque precisa arcar com os juros.
Não existe reserva de emergência
A reserva financeira é fundamental para enfrentar uma emergência mais grave, que costuma ser cara ou pode até obrigar você a parar de trabalhar por um tempo. Para montá-la, é preciso separar uma parte do que se ganha todo mês e transferir para uma conta ou um investimento específico. O problema é que quase nunca sobra dinheiro para isso.
Um empréstimo paga o outro
Você fez um empréstimo para comprar algo de que precisava, fazer uma viagem, pagar um curso ou quitar contas atrasadas. Não conseguiu pagá-lo, fez outro para cobri-lo, mais outro para pagar a nova dívida, e assim por diante.
Esse ciclo de dívidas e empréstimos leva ao superendividamento, que é quando a renda de uma pessoa já não é suficiente para pagar os gastos essenciais e as dívidas. Para não cair nessa armadilha, veja o que você pode fazer para evitar dívidas.
Você evita falar ou pensar em dinheiro
Só de parar para pensar nas finanças você já fica estressado, e falar de dinheiro traz lembranças ruins e uma sensação de culpa. Tudo porque, ao encarar o assunto, você se dá conta de que as coisas não andam bem com o orçamento.
Sinais de que as suas finanças andam bem
Você sabe quanto ganha e quanto gasta
Saber exatamente quanto entra por mês, quanto sai e quanto da renda vai para cada tipo de gasto é o primeiro passo para ter uma boa saúde financeira. Esses números podem ficar registrados em uma planilha ou em um aplicativo.
Sem eles, fica difícil perceber quando algo começa a sair do controle, e aumentam as chances de se perder nas contas e se endividar por achar que havia dinheiro para gastar.
Você paga todas as contas em dia
Os boletos estão sempre batendo à porta: água, luz, internet, aluguel, plano de celular, streamings, educação, saúde e por aí vai. E isso que citamos só o mais básico! Atrasar esses pagamentos costuma dar uma baita dor de cabeça, já que, além da dívida em si, você pode ficar sem o serviço.
Por isso, conseguir pagar todas as contas do mês sem atraso é um ponto muito positivo para a sua saúde financeira.
Você usa o cartão com controle e não atrasa a fatura
O cartão de crédito tem a sua utilidade, mas o acesso a limites mais altos faz dele uma fonte de dívidas enormes para muita gente. Se você usa o cartão apenas para comprar o que sabe que consegue pagar e não atrasa a fatura, parabéns: essa atitude protege as suas finanças.
Você tem uma reserva de emergência
A reserva de emergência é formada pelo dinheiro que você separa todo mês e guarda em uma conta específica, diferente daquela que usa no dia a dia. Como o nome indica, ela serve para socorrer você em situações emergenciais: um problema na estrutura da casa que exija reforma ou conserto, uma doença que exija medicamentos caros ou a perda do emprego durante uma crise econômica, sem perspectiva de conseguir trabalho rapidamente.
Ninguém gosta de pensar nessas situações, mas elas podem acontecer, e são ainda piores quando não há dinheiro guardado para enfrentá-las. Por isso, um bom planejamento financeiro também inclui a construção da reserva.
Você se planeja para realizar os seus sonhos
Talvez você queira fazer uma viagem para o exterior, cursar uma pós-graduação ou trocar os eletrodomésticos da casa. A não ser que ganhe muito bem, é difícil encaixar essas metas em um único mês do orçamento sem se endividar.
Se, em vez de fazer dívidas que não cabem no bolso, você consegue separar todo mês uma parte dos ganhos para juntar dinheiro com foco nesses objetivos, é sinal de que o seu planejamento financeiro anda bem e está funcionando a seu favor.
Você investe com informação
Contas em dia, nenhuma dívida, planos para os sonhos e uma boa reserva de emergência. Se, além de tudo isso, você consegue separar uma quantia para investir e fazer o seu dinheiro gerar ainda mais dinheiro, a sua relação com as finanças provavelmente vai muito bem.
Mas investir bem significa escolher aplicações que realmente multipliquem os seus recursos, e não que tragam prejuízo. Por isso, antes de investir, pesquise, estude e aprenda sobre o mercado financeiro, para não cair em roubadas nem fazer escolhas que façam você perder dinheiro.
Como passar de uma lista para a outra
Se você se reconheceu em mais sinais de alerta do que em sinais positivos, o caminho de volta passa justamente pelos hábitos da segunda lista: saber quanto entra e quanto sai, pagar as contas em dia, usar o cartão com controle, montar uma reserva e planejar os seus objetivos. Para colocar tudo isso em prática, confira o nosso guia de como organizar as finanças.
Com informações da Época Negócios, do Meu Bolso em Dia e dos sites Bruna Odppes e Jornada Rica.