Economia

Como organizar as finanças: 20 dicas para cuidar do seu dinheiro

Como organizar as finanças: 20 dicas para cuidar do seu dinheiro
Sumário
  1. Por que vale a pena organizar as finanças
  2. Uma relação mais saudável com o dinheiro
  3. Menos ansiedade e mais saúde mental
  4. Sonhos mais perto de se realizar
  5. Segurança diante dos imprevistos
  6. 20 dicas para organizar as finanças
  7. 1. Faça um raio-x da sua situação financeira
  8. 2. Conheça bem a sua renda
  9. 3. Registre tudo o que entra e sai
  10. 4. Monte um orçamento que caiba na sua rotina
  11. 5. Tenha as contas bancárias certas
  12. 6. Defina metas financeiras claras
  13. 7. Corte gastos e elimine os gastos invisíveis
  14. 8. Defina um teto para o cartão de crédito
  15. 9. Monte um plano para quitar as dívidas
  16. 10. Acompanhe o seu score de crédito
  17. 11. Monte uma reserva de emergência
  18. 12. Planeje as despesas grandes
  19. 13. Pesquise antes de grandes compras
  20. 14. Compare as opções de seguro
  21. 15. Pense na aposentadoria desde cedo
  22. 16. Comece a investir
  23. 17. Descubra o seu porquê
  24. 18. Aprenda cada vez mais sobre dinheiro
  25. 19. Encontre um parceiro de jornada
  26. 20. Retribua
  27. Comece hoje, um passo de cada vez

Dinheiro não compra felicidade, mas, quando é bem administrado, traz uma boa dose de segurança. Sem dominar a gestão das próprias finanças, é comum ter a sensação de que a vida está sempre a um passo do abismo financeiro.

Muita gente vive preocupada com as contas e, diante de um imprevisto, acaba recorrendo ao cartão de crédito ou a empréstimos caros para cobrir o rombo. Se o dinheiro tira o seu sono, saiba que você não está sozinho. E, se já admitiu que as suas finanças estão bagunçadas, você já deu o primeiro passo para resolver o problema.

Fazer orçamento, poupar, investir e até gastar: tudo isso faz parte da gestão do dinheiro. Organizar as finanças não deixa a vida mais fácil da noite para o dia, mas libera tempo e energia para o que realmente importa. A boa notícia é que colocar as contas de volta nos trilhos não é tão complicado quanto parece. Antes de pôr a mão na massa, vale entender o que fazer e por onde começar. Você pode seguir as dicas abaixo por conta própria ou buscar orientação profissional para montar o seu plano financeiro.

Por que vale a pena organizar as finanças

Não entrar em dívidas é o benefício mais óbvio de manter o dinheiro sob controle, mas está longe de ser o único. Conhecer as outras vantagens ajuda a manter a motivação ao longo do caminho.

Uma relação mais saudável com o dinheiro

Não são só as relações entre pessoas que podem ser tóxicas: a relação com o dinheiro também pode. Fazer um agrado a si mesmo de vez em quando, quando sobra dinheiro para isso, não é errado. O problema são as compras por impulso, sem necessidade e sem dinheiro para pagá-las, que levam ao endividamento.

Olhar todo mês para o que entra e o que sai obriga a reavaliar os gastos, cortar o supérfluo e definir até onde dá para ir com as compras. É como uma reeducação alimentar do bolso.

Atenção: a compulsão por compras pode ser um problema de saúde mental que precisa de acompanhamento profissional. Se você sente dificuldade para se controlar, procure a ajuda de um psicólogo ou de um psiquiatra.

Menos ansiedade e mais saúde mental

Quem nunca ficou ansioso com a possibilidade de faltar dinheiro para as contas do mês? Um levantamento nacional de 2017, feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), mostrou que 69% dos consumidores inadimplentes passaram a se sentir mais ansiosos depois de contrair a dívida. Em seguida, apareceram insegurança (65%), estresse (64%), angústia (61%), desânimo (58%), culpa (57%) e baixa autoestima (56%). Mais da metade dos inadimplentes (51%) dizia sentir vergonha da família e dos amigos.

Manter as contas em ordem não garante uma saúde mental perfeita, mas tira de cena uma fonte importante de ansiedade e estresse.

Sonhos mais perto de se realizar

Uma boa organização financeira vai além de controlar gastos: ela permite guardar o que sobra e até investir para alcançar um objetivo. Assim, metas mais caras, como a viagem dos sonhos para o exterior, uma faculdade ou pós-graduação, a troca do carro ou móveis novos para a casa, ficam muito mais viáveis do que em um cenário de descontrole e dívidas.

Segurança diante dos imprevistos

Uma doença que impede um autônomo de trabalhar, a perda do emprego ou um conserto caro de última hora na casa ou no carro assustam qualquer um. Mas a tensão diminui muito quando existe dinheiro guardado para esse tipo de situação. Sem controle financeiro nem reserva, o mesmo cenário pode se tornar desesperador.

20 dicas para organizar as finanças

Cuidar das finanças não precisa ser um bicho de sete cabeças. Coloque estas dicas em prática, uma de cada vez, e assuma o controle do seu dinheiro.

1. Faça um raio-x da sua situação financeira

Pode dar um certo receio, mas não há como melhorar as finanças sem saber onde você está hoje. Seja honesto consigo mesmo sobre dívidas em aberto e despesas altas que pesam no orçamento. Reconheça também as boas decisões que você já tomou e anote tudo para ter uma visão completa.

Para ajudar nesse diagnóstico, compare a sua rotina com os sinais de que a saúde financeira vai bem ou precisa de atenção.

2. Conheça bem a sua renda

Parece óbvio, mas é importante saber exatamente quanto entra. Calcule a sua renda líquida, ou seja, o que sobra depois dos impostos e de outros descontos, e não apenas a bruta. Inclua o salário e as outras fontes de dinheiro, como bônus, restituição do Imposto de Renda e trabalhos extras. É esse número que deve servir de base para um orçamento realista.

Para quem recebe salário fixo, a conta é mais fácil, porque o valor se repete todo mês. Já empreendedores, autônomos e quem faz serviços extras para reforçar os ganhos precisam registrar cada entrada para saber quanto receberam em cada mês.

Se a renda deixa a desejar, considere buscar uma renda extra. Um trabalho que possa ser feito em casa, por exemplo, pode caber na sua agenda e fazer diferença nas contas. Outra saída é negociar o salário: não tenha receio de apresentar ao seu gestor argumentos e resultados que justifiquem o pedido de aumento. Você nunca sabe o que pode conseguir.

3. Registre tudo o que entra e sai

Durante pelo menos um mês, anote tudo o que você recebe e todos os gastos, inclusive os pequenos, como o cafezinho ou a corrida no aplicativo de transporte. Muita gente se surpreende ao ver quanto dinheiro vai embora com coisas que nem considerava relevantes. Com tudo anotado, também fica mais difícil esquecer de pagar alguma conta.

Você pode usar uma planilha, um caderno ou um aplicativo que ajuda a controlar as finanças. Muitos bancos também oferecem ferramentas gratuitas no próprio aplicativo. Se preferir o papel, guarde os comprovantes e anote tudo em uma agenda.

Separe as despesas por categorias. Assim, você enxerga exatamente para onde o dinheiro está indo e em que pontos pode estar gastando demais.

Depois, transforme o registro em hábito: reserve cinco minutos por dia para conferir o orçamento. Você está gastando demais? Está no caminho certo? Saber disso permite fazer ajustes sempre que necessário. Além de facilitar o controle, acompanhar os números mostra a sua evolução, o que é uma grande motivação para seguir em frente.

4. Monte um orçamento que caiba na sua rotina

Sem planejamento, o dinheiro some rápido. Ceder ao prazer do momento é tentador, e quem diz “sim” a muitos gastos desnecessários costuma se frustrar quando olha para o que conseguiu guardar. Quem vive sob estresse financeiro também tende a se sentir menos no controle e a gastar o salário de forma mais impulsiva. Um orçamento bem feito garante dinheiro para o que você precisa, para o que você deseja e para os seus objetivos futuros.

Com os registros em mãos, siga estas etapas:

  • Some a sua renda mensal líquida, com todas as fontes de dinheiro.
  • Liste e some as despesas do mês: moradia (aluguel ou financiamento), telefone, internet, educação, transporte, fatura do cartão de crédito e parcelas de financiamentos, entre outras. Para contas que variam de um mês para outro, como mercado, luz e água, use a média dos últimos meses.
  • Subtraia as despesas da renda. O resultado é o ponto de partida do seu orçamento: é com essa sobra que você vai quitar dívidas, formar uma reserva, cobrir imprevistos e lazer e, mais adiante, investir. Se ela for pequena demais, veja onde é possível cortar, como em viagens e assinaturas.

Em seguida, defina um limite para cada categoria de gasto, como moradia, alimentação, transporte e lazer, sem esquecer de incluir as metas de poupança. Um método popular é a regra 50-30-20, que sugere destinar 50% da renda às necessidades, 30% aos desejos e 20% aos objetivos financeiros. Ela não precisa ser seguida à risca, mas serve como ponto de partida. O segredo é encontrar um método que combine com você, e não um plano tão rígido que acabe abandonado na segunda semana.

Encare o orçamento como um documento vivo, que você consulta e ajusta com frequência. Quando terminar de pagar uma dívida do cartão de crédito, por exemplo, aquela parcela deixa de existir, e o dinheiro liberado ganha um novo destino.

5. Tenha as contas bancárias certas

Tentar organizar o dinheiro sem as contas bancárias adequadas é como cuidar do carro sem as peças certas. O básico é ter uma conta para o dia a dia, um lugar separado para guardar dinheiro e, quando fizer sentido, uma conta para investir.

Manter a conta corrente separada da poupança ajuda a distinguir o que é gasto do mês do que é economia de longo prazo. Quando tudo fica no mesmo lugar, é muito fácil gastar sem perceber aquele dinheiro que você suou para juntar.

6. Defina metas financeiras claras

Se você leva o seu dinheiro a sério, definir metas é uma das dicas mais importantes desta lista. Objetivos bem definidos ajudam a manter o foco e a motivação até chegar aonde você quer. Não existe resposta errada: quer viajar, trocar de carro, quitar uma dívida ou fazer um curso? Pare um pouco para pensar nos seus planos e em como o dinheiro entra neles.

Com isso em mente, transforme cada objetivo em uma meta específica, com valor e prazo, e divida-a em etapas mensais. Deixe as metas sempre à vista, acompanhe a evolução com regularidade e comemore as pequenas conquistas. Ver o progresso acontecer é uma das maiores fontes de motivação para manter os bons hábitos.

7. Corte gastos e elimine os gastos invisíveis

Ao olhar o orçamento com atenção, procure despesas que podem sair ou diminuir sem prejudicar a sua qualidade de vida. Mesmo um corte pequeno, repetido todo mês, vira uma economia considerável ao longo do ano.

Comece pelos chamados gastos invisíveis, que se acumulam sem que a gente perceba: serviços de streaming, aplicativos, assinaturas que você quase não usa, pacotes de TV por assinatura, academia que você não frequenta e tarifas bancárias. Revise o extrato do cartão e da conta e cancele o que não faz mais sentido. Vale também negociar os planos de internet e de celular.

Depois, olhe para os hábitos. Se o delivery de comida pesa no orçamento, tente diminuir a quantidade de pedidos e cozinhar mais em casa sempre que tiver tempo. Dá até para transformar o preparo da refeição em um programa divertido com a família. Os almoços fora durante o trabalho também podem ser revistos. E, se as idas ao cinema estão encarecendo o mês, troque uma delas por um filme em casa com a família e os amigos. Para mais ideias, veja como economizar sem perder qualidade de vida.

8. Defina um teto para o cartão de crédito

O orçamento costuma revelar se você está gastando mais do que deveria em algum ponto, e o cartão de crédito é um dos suspeitos mais comuns. Se as faturas estão mais altas do que o seu salário suporta, estabeleça como meta quitar o que está em aberto e controlar melhor o uso do cartão.

Uma medida bem útil é definir um valor máximo para gastar no cartão a cada mês. Esse limite deve levar em conta não apenas quanto você ganha, mas também todas as outras despesas mensais.

9. Monte um plano para quitar as dívidas

Dívida é um peso enorme. Ela afeta não só o orçamento de hoje, mas também a capacidade de poupar no futuro e a sua tranquilidade. Leve as suas dívidas a sério e faça da quitação uma prioridade. Duas estratégias bastante usadas ajudam a organizar os pagamentos:

  • Método bola de neve: o foco é quitar primeiro a dívida de menor saldo. Você continua pagando o mínimo de todas as outras e usa qualquer dinheiro extra para eliminar a menor. Quando ela acaba, o valor liberado vai para a próxima menor, e assim por diante. A desvantagem é que dívidas com juros mais altos podem demorar mais para ser quitadas, o que pode sair mais caro no longo prazo.
  • Método avalanche: também conhecido como método dos juros mais altos, ele organiza as dívidas da maior para a menor taxa de juros. O dinheiro extra vai para a mais cara e, depois que ela é quitada, para a próxima da lista, enquanto você segue pagando o mínimo das demais.

Escolha a estratégia que funciona melhor no seu caso e não deixe que as dívidas atrapalhem os seus objetivos.

10. Acompanhe o seu score de crédito

O score de crédito funciona como um retrato de como você lida com os seus compromissos financeiros e pode influenciar várias situações da vida, como conseguir um empréstimo, um financiamento ou até alugar um imóvel. Instituições financeiras costumam oferecer condições melhores e juros mais baixos a quem tem uma pontuação alta. Em um empréstimo grande, como um financiamento imobiliário, uma pequena redução na taxa de juros pode representar uma economia significativa.

Para construir um bom histórico, algumas atitudes fazem diferença:

  • Pague as contas em dia, todos os meses.
  • Evite usar todo o limite do cartão de crédito.
  • Construa um histórico de crédito ao longo do tempo. Usado com responsabilidade, o próprio cartão pode ajudar a construir ou recuperar esse histórico.

Consulte com regularidade o seu score e as informações registradas em seu nome, sempre em canais oficiais. Isso ajuda a identificar erros, acompanhar a sua evolução e evitar problemas no futuro.

11. Monte uma reserva de emergência

A vida costuma apresentar contas salgadas justamente quando a gente menos espera, muitas vezes junto com situações difíceis, como um problema de saúde, um conserto urgente em casa, o carro quebrado ou a perda do emprego. Não dá para saber quando uma emergência vai acontecer, mas dá para se preparar, e a reserva de emergência é a peça fundamental disso.

Uma orientação comum é guardar o equivalente a algo entre três e seis meses de despesas. Ainda assim, o valor ideal depende da sua realidade e de quanto risco você está disposto a correr. Se você se sente mais seguro com uma reserva maior, pode aumentar esse colchão.

Guarde a reserva em uma conta separada, em um lugar seguro e de fácil acesso. Caso contrário, é fácil acabar gastando esse dinheiro. Algumas atitudes ajudam a formar o colchão mais rápido:

  • Comece com o que for possível. O valor mensal depende da sua renda e das outras despesas, e você pode aumentá-lo conforme conseguir. Mais importante do que o valor inicial é a constância dos depósitos.
  • Automatize. Programe uma transferência automática para a conta da reserva logo depois que o salário cair. Assim, você poupa sem precisar lembrar todo mês.
  • Direcione o dinheiro extra. A restituição do Imposto de Renda ou um bônus no trabalho podem ir direto para a reserva e encurtar o caminho.
  • Compare os rendimentos. As taxas variam de uma instituição para outra, e uma aplicação que rende um pouco mais faz diferença com o passar do tempo.
  • Compre o que você precisa, não tudo o que você quer. Assim, sobra mais para guardar.

Quando surgir uma emergência, você vai poder se concentrar em resolver o problema, sem a preocupação extra com o dinheiro. Mais tarde, vai agradecer a si mesmo por ter dado esse passo.

12. Planeje as despesas grandes

Algumas despesas são imprevisíveis, mas outras podem ser planejadas com meses de antecedência. É o caso, por exemplo, da renovação de um seguro paga de uma só vez, que pode sair cara. Em vez de correr atrás do dinheiro na última hora, crie uma reserva específica para esses gastos.

A ideia é separar uma parte de cada salário para essas contas maiores, garantindo que o dinheiro esteja disponível na hora de pagar. É aí que o orçamento mostra o seu valor: com essa reserva incluída no planejamento, as grandes despesas futuras deixam de ser motivo de preocupação.

13. Pesquise antes de grandes compras

Na hora de comprar algo caro, pesquise bastante. Isso exige algum tempo, mas pode render uma boa economia. Ao comprar um carro, por exemplo, analise vários modelos e compare orçamentos. Não aceite a primeira oferta e certifique-se de que está fazendo um bom negócio, porque essa diferença pesa no bolso.

14. Compare as opções de seguro

Seguro pode pesar no bolso, principalmente quando a cobertura é ampla. Por isso, revise as suas apólices pelo menos uma vez por ano. Muitas vezes, só comparar diferentes seguradoras já revela opções melhores.

Na revisão, confira também se a cobertura é adequada. Além do plano de saúde e do seguro do carro, avalie se faz sentido ter seguro residencial, seguro de vida e cobertura para invalidez. Talvez seja preciso incluir novas coberturas para ficar mais protegido.

15. Pense na aposentadoria desde cedo

Poupar para a aposentadoria pode não parecer urgente quando ela ainda está a décadas de distância. Mesmo assim, ela está no centro das preocupações financeiras de muita gente, que teme não ter dinheiro suficiente para parar de trabalhar. Começar cedo faz toda a diferença, e começar pequeno já ajuda: guarde uma quantia modesta todo mês e aumente o valor quando tiver condições.

Os juros compostos são um ótimo motivo para não adiar. Com eles, os rendimentos passam a render também, e a reserva cresce cada vez mais rápido com o passar do tempo. Um simulador de juros compostos ajuda a visualizar esse efeito.

Também pode fazer sentido contar com alguma forma de previdência complementar, que reforce a renda da aposentadoria pública, como a do INSS. Algumas opções são:

  • Previdência da empresa: alguns empregadores oferecem planos de previdência, com contribuições descontadas diretamente do salário. Conheça as regras e veja se a empresa também contribui. Uma estratégia é aumentar a sua contribuição aos poucos, sempre que o novo valor couber no orçamento.
  • Fundos de pensão: são planos fechados, restritos a quem tem vínculo com a empresa, o órgão público ou a associação profissional responsável por eles. Se você tiver acesso a algum, confira as regras de contribuição e de resgate.
  • Previdência privada individual: os planos PGBL e VGBL podem ser contratados por conta própria em bancos e seguradoras. Como têm regras de tributação diferentes, vale entender qual se encaixa melhor na sua situação antes de escolher.
  • Investimentos de longo prazo: também é possível formar a reserva para a aposentadoria com aplicações feitas por conta própria, avaliando com cuidado os riscos, os custos e a tributação de cada opção.

O importante é contribuir com regularidade. Antes de decidir, consulte um profissional de confiança para entender melhor como cada alternativa funciona.

16. Comece a investir

Aprender a administrar o dinheiro é ótimo, mas fazê-lo trabalhar a seu favor é ainda melhor. Para quem quer construir patrimônio no longo prazo, investir é parte importante do caminho. Com disciplina e aportes regulares, os seus recursos podem crescer aos poucos ao longo dos anos, lembrando que todo investimento envolve algum grau de risco.

Se você não sabe por onde começar, dedique um tempo a estudar o básico: entenda o seu perfil de investidor, os riscos de cada tipo de aplicação e os seus objetivos antes de investir o primeiro real.

17. Descubra o seu porquê

Colocar as finanças em ordem exige tempo e esforço, e em algum momento pode bater a vontade de desistir. Isso é completamente natural. A melhor forma de evitar esse desgaste é ter clareza sobre os seus motivos. Por que você decidiu aprender a cuidar do seu dinheiro? Por que quer chegar a uma situação financeira melhor?

Alguns motivos comuns são sair de dívidas pesadas, conquistar a independência financeira e ter mais tempo para aquilo que inspira você. Seja qual for o seu, tenha um: não basta querer mais dinheiro, é preciso saber para que você quer mais dinheiro.

Nos momentos difíceis, cuide também da forma como você enxerga o dinheiro. Busque soluções em vez de focar nos problemas e concentre a energia no que está ao seu alcance, como o pagamento das dívidas e os hábitos de consumo.

18. Aprenda cada vez mais sobre dinheiro

Quanto mais você souber sobre finanças pessoais, melhor. Cada coisa nova que você aprende pode ser usada para ajustar as suas finanças, e existem muitos recursos sobre o tema, como podcasts e livros.

Procure conteúdos que se apliquem à sua situação financeira. Lembre-se de que outras pessoas já passaram pelo que você está vivendo e busque histórias parecidas com a sua. Elas podem trazer dicas úteis para organizar melhor o seu dinheiro.

19. Encontre um parceiro de jornada

Ter alguém para dividir a caminhada ajuda a manter o foco. Procure pessoas com objetivos financeiros parecidos com os seus. Vocês podem conversar toda semana ou todo mês para contar como estão avançando em relação às metas.

Muita gente ainda trata dinheiro quase como um tabu, um assunto que simplesmente não aparece nas conversas do dia a dia. Com um parceiro de confiança, essa barreira cai: você fica à vontade para falar das suas finanças e compartilhar as dificuldades pelo caminho, e pode se surpreender com o quanto os amigos são capazes de ajudar. Além de aumentar as suas chances de manter o rumo, você ainda fortalece amizades.

20. Retribua

Depois que você assume o controle das suas finanças, chega a hora de retribuir. Doar um pouco do seu tempo ou do seu dinheiro pode fazer diferença onde for preciso. Com as finanças bem organizadas, você consegue dedicar mais tempo e recursos às causas que são importantes para você. E, mesmo que a sua contribuição seja apenas compartilhar o que aprendeu sobre finanças pessoais, isso já é um presente valioso para quem precisa.

Comece hoje, um passo de cada vez

Organizar as finanças pessoais é um processo contínuo, e não uma tarefa que se resolve de uma vez. Não espere as contas saírem do controle para levar o assunto a sério: pequenas atitudes ao longo do caminho podem evitar grandes problemas financeiros no futuro.

Escolha uma destas dicas para começar hoje mesmo e vá incorporando as outras aos poucos, sem se sobrecarregar. Com persistência, essas atitudes viram hábito e ajudam você a ter mais tranquilidade financeira em todas as fases da vida. Lembre-se: você é capaz de administrar bem o seu dinheiro.

Com informações do SPC Brasil e da KPLAN Consultoria e Assessoria.