Como juntar dinheiro e alcançar seus objetivos financeiros

Sumário
- Poupar e investir: qual a diferença
- Conheça a sua realidade financeira
- Defina o motivo, a quantia e o prazo
- Quanto você deve guardar
- Pague a si mesmo primeiro
- Dá para cortar algum gasto?
- Cada real economizado faz diferença
- Busque uma renda extra
- Pagar as dívidas ou economizar primeiro?
- Onde guardar o dinheiro do seu objetivo
- Como fazer suas economias trabalharem por você
- Pequenas economias, grandes resultados
- Perguntas frequentes
- Quanto da renda devo guardar?
- Vale a pena comprar títulos públicos para guardar dinheiro?
- O dinheiro guardado em banco digital está seguro?
Em qualquer idade ou momento de vida, todo mundo tem pelo menos um sonho ou objetivo a realizar: casar em uma cerimônia cheia de familiares e amigos, fazer a viagem dos sonhos, cursar uma pós-graduação, trocar de carro ou mudar de casa. O que nem todo mundo tem é dinheiro suficiente para colocar esses planos em prática agora.
Quando falta dinheiro, uma saída é reservar parte da renda todo mês até juntar o valor necessário, ou algo perto disso. E até desejos mais baratos podem exigir algum planejamento.
Criar o hábito de poupar é a base de qualquer conquista financeira. É o dinheiro guardado que permite aproveitar as oportunidades que aparecem pelo caminho, seja voltar a estudar, abrir um negócio ou investir quando o mercado está em baixa. A tarefa não é das mais fáceis, mas o passo a passo a seguir ajuda.
Poupar e investir: qual a diferença
Poupar e investir são coisas bem diferentes. As duas têm espaço na sua vida financeira, mas cumprem papéis distintos, e a forma como você lida com cada uma pode influenciar seus resultados, seu nível de estresse e o patrimônio que vai construir. Pode ser, inclusive, a diferença entre atravessar uma crise com tranquilidade, sabendo que tem dinheiro disponível, e passar noites em claro.
Poupar é guardar dinheiro em contas ou aplicações muito seguras, que podem ser resgatadas em pouco tempo. Investir é usar o dinheiro para comprar um ativo do qual você espera um retorno aceitável ao longo do tempo, mesmo que o valor oscile ou caia em alguns períodos. Normalmente, estamos falando de ações, títulos e imóveis.
Conheça a sua realidade financeira
Saber exatamente quanto entra e quanto sai é fundamental para descobrir quanto você consegue separar por mês para o seu objetivo. O passo a passo abaixo facilita o processo:
- Contabilize e registre todos os seus ganhos mensais;
- Liste todas as despesas e divida-as em três categorias: essenciais, desejos e investimentos;
- Entenda o seu padrão de gastos;
- Analise o balanço mensal entre receitas e despesas;
- Repita o processo todo mês, registrando tudo o que ganha e tudo o que gasta.
Com esses números no papel ou em uma planilha, fica bem mais fácil calcular quanto dá para guardar por mês sem prejudicar os outros gastos nem a sua qualidade de vida. Só não se esqueça de que imprevistos acontecem: além de cobrir os custos conhecidos, é importante que sobre todo mês algum recurso para uma emergência.
Defina o motivo, a quantia e o prazo
Conhecendo a sua realidade financeira, você consegue decidir para qual objetivo dá para começar a juntar dinheiro agora. Esse é o seu motivo.
Depois, estabeleça quanto vai precisar para realizá-lo e em quanto tempo pretende chegar a esse valor. Com essas duas informações, você descobre quanto reservar por mês. Escolha um prazo e uma parcela mensal que permitam juntar o dinheiro de forma saudável, ou seja, sem comprometer as suas necessidades básicas.
Ao longo do caminho, defina metas intermediárias e se recompense quando alcançar determinado valor guardado. Isso ajuda a manter a motivação.
Quanto você deve guardar
Todo mundo sabe que economizar deveria ser prioridade, mas pouca gente sabe exatamente quanto precisa guardar. Muitos acreditam que, quanto mais, melhor, e que guardar pouco é sempre ruim.
Isso faz sentido de forma geral, mas o valor ideal depende das suas necessidades, do seu estilo de vida e da sua renda. Em uma emergência ou situação inesperada, a quantia de que você vai precisar pode ser bem diferente da de amigos, parentes e vizinhos. Uma referência comum para a reserva de emergência é manter o equivalente a três a seis meses de despesas em uma aplicação de fácil acesso.
Pague a si mesmo primeiro
Uma das melhores formas de começar a poupar é a técnica conhecida como “pague-se primeiro”, que costuma ajudar muita gente a mudar a relação com o dinheiro. A ideia é simples: assim que o salário cai, você separa uma parte para o seu futuro antes de pagar qualquer outra conta. Muitas pessoas escolhem um percentual fixo para guardar todo mês, como 10% da renda.
Para facilitar, programe transferências automáticas da conta-corrente para a poupança ou para uma aplicação no dia em que o salário entra. Muitos bancos e aplicativos oferecem recursos para guardar dinheiro de forma automática. O dinheiro que você nem chega a “ver” vai se acumulando sem parecer um sacrifício.
Dá para cortar algum gasto?
Quando o objetivo é juntar dinheiro, vale se perguntar se é possível cortar alguma despesa e direcionar esse valor para a reserva do seu próximo objetivo. Mas atenção: os cortes devem atingir gastos não essenciais, desnecessários ou supérfluos, e não o que é necessário para a sua sobrevivência ou qualidade de vida.
Será que dá para pedir menos comida por aplicativo e cozinhar mais em casa? Diminuir as idas ao cinema e trocar alguns programas de lazer por opções gratuitas ou mais baratas, como um passeio no parque ou uma exposição gratuita na cidade?
Transforme a economia em um jogo e procure maneiras de gastar um pouco menos a cada mês: voltar a pé para casa em vez de pegar o ônibus, pedir água em vez de café quando comer fora. Para mais ideias, veja como economizar dinheiro sem perder qualidade de vida.
Cada real economizado faz diferença
Mesmo quem está decidido a economizar pode cair na armadilha de gastar um pouco a mais aqui e ali, pensando: “É pouca coisa, nem vou sentir falta”. Dependendo da sua idade, esse pode ser um erro caro.
Um dos pilares das finanças é entender o valor do dinheiro no tempo: a ideia de que um real hoje vale mais do que um real daqui a um ano. Ter isso em mente ajuda a transformar as suas finanças ao longo dos anos, à medida que você libera mais dinheiro para guardar. Quanto mais tempo o seu dinheiro tiver para crescer, melhor.
Busque uma renda extra
Para juntar dinheiro mais rápido, vale buscar uma renda a mais, sem chegar ao ponto de trabalhar loucamente por muitas horas extras e prejudicar a saúde. Algumas ideias:
- vender roupas, sapatos, acessórios ou eletrodomésticos em bom estado que você não usa mais;
- fazer um trabalho de meio período ou prestar serviços como freelancer;
- dar aulas ou consultoria online;
- vender docinhos ou peças de artesanato (se você tem talento para criar ou organizar coisas, há várias plataformas online para vender produtos);
- revender cosméticos;
- passear com os cachorros da vizinhança.
Direcione esse dinheiro extra diretamente para o seu objetivo ou para os seus investimentos.
Pagar as dívidas ou economizar primeiro?
Ao analisar a sua realidade financeira, você pode se deparar com dívidas em aberto. Elas costumam ser um grande obstáculo: se você paga juros altos e não sobra nada no fim do mês, é fácil entender por que economizar parece uma missão impossível. Por isso, pode valer a pena quitá-las antes de começar a juntar dinheiro para um novo objetivo, para que o orçamento não fique apertado demais e não surjam novas dívidas lá na frente.
Dê prioridade às dívidas que cobram juros altos, como as do cartão de crédito, e procure pagar mais do que o valor mínimo da fatura. Outra estratégia é trocar a dívida cara por uma com juros menores, renegociando com o credor ou buscando uma linha de crédito mais barata. Isso reduz as parcelas e os juros e abre espaço para poupar mais. Veja também como cortar gastos em casa e usar a economia para pagar dívidas.
Ao mesmo tempo, comece uma reserva de emergência, separando uma pequena quantia por mês. Assim, quando surgir um imprevisto, você não precisa recorrer ao cartão de crédito ou a novos empréstimos para cobri-lo.
Já as dívidas com juros baixos podem ser pagas aos poucos, enquanto você começa a economizar e a pensar na aposentadoria.
Onde guardar o dinheiro do seu objetivo
Se você está juntando dinheiro para um objetivo com data marcada, como a entrada da casa própria, o mais importante é deixá-lo em um lugar seguro até a hora da compra.
A poupança e as aplicações de renda fixa mais conservadoras, como alguns títulos do Tesouro Direto, têm baixo risco, mas o rendimento tende a ser modesto. Aplicações conservadoras com liquidez diária, em instituições sólidas, também podem ser uma alternativa para manter o dinheiro seguro e disponível.
Como fazer suas economias trabalharem por você
Investir em empresas sólidas é um dos caminhos usados para construir patrimônio no longo prazo. Mas, antes de tudo, é preciso ter dinheiro para investir, e isso significa economizar e rever hábitos. Uma das mudanças mais importantes é pagar a fatura do cartão de crédito integralmente todos os meses. Também vale pesquisar um cartão com programa de pontos ou cashback que combine com o seu padrão de consumo.
Muitos investidores consideram que a etapa mais difícil rumo à independência financeira é justamente juntar a primeira quantia significativa. Depois de superar essa fase, você passa a ter mais opções, como abrir um negócio, comprar um imóvel ou investir no mercado de ações, o que pode fazer o seu patrimônio crescer bastante se as coisas derem certo.
Para não perder dinheiro à toa, entenda como os impostos incidem sobre os seus investimentos, reinvista os rendimentos e prefira opções com custos baixos.
Pequenas economias, grandes resultados
Pequenas quantias guardadas com disciplina, com os rendimentos reinvestidos ao longo de décadas, podem se transformar em um patrimônio considerável. Tudo isso começa com o hábito de poupar. Não importa se a sua reserva ainda é pequena: com uma boa gestão e cortes de gastos bem pensados, você conquista mais segurança financeira com o tempo e chega mais perto dos seus objetivos.
Perguntas frequentes
Quanto da renda devo guardar?
Uma boa referência é tentar guardar pelo menos 20% da renda. Quem segue a conhecida regra 50/30/20 deve trabalhar para chegar a esse percentual, principalmente depois de quitar as dívidas.
Vale a pena comprar títulos públicos para guardar dinheiro?
Os títulos públicos vendidos pelo Tesouro Direto são emitidos pelo governo federal e costumam ser considerados uma das opções de menor risco do país, principalmente para quem não vai precisar do dinheiro por algum tempo. Ainda assim, alguns títulos podem ter o valor alterado se forem vendidos antes do vencimento, por isso vale entender as características de cada um antes de aplicar.
O dinheiro guardado em banco digital está seguro?
Os bancos digitais são cada vez mais comuns e, em geral, são uma forma segura de movimentar dinheiro. Para ter mais tranquilidade, confira se a instituição é autorizada pelo Banco Central e se os depósitos contam com a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ou, no caso de cooperativas de crédito, do Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop).
Com informações do Mobills.